O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode ter usado as recentes denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB), nas quais contam as comprometedoras gravações com o empresário Joesley Batista, para perseguir adversários dentro do próprio Ministério Público Federal. As informações são da revista Istoé, que circula neste fim de semana e afirma ter tido acesso a gravações realizadas pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava-jato. O objetivo de Janot, no momento das gravações, era de concorrer novamente ao cargo que ocupa e minar apoios a outros candidatos.
A escuta, ainda sob sigilo, mostraria o diálogo da procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, e o colega Ângelo Goulart. Durante os 13 minutos flagrados, Caroline faz um alerta: seria perigoso apoiar Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República, tida como inimiga de Janot. “A tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”, teria dito. A conversa, segundo a revista, ocorreu em 11 de maio deste ano. Sete dias depois, Ângelo Goulart teve a prisão decretada por Janot. Abaixo, os áudios:
A revista afirma ainda que Janot teria protagonizado uma ofensiva contra parlamentares. Um dos alvos seria o senador Agripino Maia (DEM), que estaria apoiando Raquel Dodge. “É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (...) ele disse que se fala lá nessa história de José Agripino ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora lascar José Agripino”, disse Carolina, identificada como Carol, nas gravações.
Procurada pela revista, a procuradora Caroline Maciel confirmou o conteúdo das gravações.
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