Primeira-dama pretende viajar com ministros para mostrar “resultados” das políticas públicas de Lula.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A primeira-dama Janja da Silva viajará pelo país ao longo deste ano para “mostrar os resultados das políticas públicas” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O passeio pelo país, que ainda não teve a agenda divulgada, iniciará após o retorno de Roma, onde participa nesta semana de uma reunião da Aliança Global de Combate à Fome.

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A aliança é uma das principais bandeiras deste terceiro mandato de Lula, e terá o Brasil representado nesta reunião por Janja e pelo ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento Social. Eles viajaram neste domingo (9) com custos bancados pelo governo.

“Durante o ano de 2025, vou estar pelo Brasil acompanhando os ministros para mostrar para vocês os resultados das políticas públicas do governo do Presidente Lula”, disse Janja recentemente nas redes sociais.

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A fala de Janja se soma a algumas de Lula feitas na semana passada em entrevistas coletivas a jornalistas, em que se disse plenamente recuperado para viajar pelo país para mostrar feitos do seu governo. Esta é uma nova estratégia adotada pelo publicitário Sidônio Palmeira, que assumiu no mês passado a Secretaria de Comunicação Social (Secom) para tentar reverter a queda de popularidade pela população.

Desde a mudança, Lula passou a participar de entrevistas à imprensa, aparição e discursos em eventos oficiais e, principalmente, comparar os feitos do seu governo aos de Jair Bolsonaro (PL).

Nesta esteira entra Janja, que atuará como uma representante dele principalmente entre as mulheres. Não há informações se ela viajará sempre com ele ou separada em ocasiões especiais, como nesta viagem a Roma.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]

Janja ainda deve ser investigada por falta de transparência na participação de atos oficiais do governo, a partir de um inquérito aberto na semana passada. Parlamentares da oposição pedem informações principalmente sobre a legalidade da primeira-dama de representar o Brasil em eventos oficiais.

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Também pedem dados de gastos com passagens e diárias internacionais, sigilo em informações e eventuais violações a normas da ética pública. O despacho está nas mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deve decidir se segue ou não com o inquérito.