
Ouça este conteúdo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, receberá nesta terça-feira (13), às 15h30, representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Divulgado nesta segunda (12), esse encontro ocorre em meio a críticas ante decisões da Corte no segundo turno.
A reunião com equipes jurídicas, sem participação dos candidatos, estava marcada há uma semana. A iniciativa busca reduzir a tensão gerada pela multiplicação de ações judiciais movidas pelos dois lados, com 85 processos só na primeira semana do segundo turno. Nunes Marques deve reafirmar a imparcialidade do TSE.
No centro da controvérsia está o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). Nunes Marques tinha determinado a sua suspensão no domingo (11), atendendo à campanha de Flávio, que acusa a estrutura de espalhar desinformação e coordenar ataques ao senador.
Mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal provisoriamente, horas depois da decisão de Nunes Marques. Ele argumentou que a suspensão ocorreu antes da conclusão da coleta de provas. A controvérsia deverá ser examinada pelo plenário do TSE, ainda sem data anunciada sobre isso.
Lula reagiu nesta segunda-feira (12) e afirmou que o presidente do TSE não pode tomar partido na disputa. O petista cobrou a indicação de alguma ilegalidade que justificassem a suspensão do canal. Ele alegou que o tribunal estaria extrapolando em decisões contra sua campanha à reeleição presidencial.
Já a campanha de Flávio classificou como “estarrecedora” a decisão de Cueva de reativar o canal. Em nota pública, acusou a estrutura de orientar seguidores a escapar dos controles da Justiça Eleitoral e do WhatsApp. As alegações integram a disputa judicial e dependem ainda de uma análise técnica de provas.
A área técnica do TSE informou não ter localizado, nas publicações do canal entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações examinadas no processo. O resultado delimita o alcance da apuração, sem encerrar o caso, pois ainda há dúvidas sobre os riscos gerados pela forma de organização do “Exército do Lula”.




