A definição do comando da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, nesta quarta-feira (19), gerou um embate entre deputados do PL.
Inicialmente, o escolhido para assumir o posto era o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que foi definido em um acordo no ano de 2023 com o ex-líder do PL Altineu Cortês (PL-RJ). O acordo é que ele abriria a mão da presidência da comissão em 2023, para assumir o cargo em 2025.
No entanto, o deputado Coronel Meira (PL-PE) articulou a sua própria candidatura entre os integrantes do colegiado.
Diante do impasse entre os dois nomes do PL, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), teve que intervir nas negociações, junto com o líder da oposição, Zucco (PL-RS), para fechar um acordo. Alguns integrantes do PL disse que até o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), recém licenciado, também tentaram um acordo entre os dois.
Após tomar conhecimento do acordo feito em 2023, Meira acabou cedendo e entregou a disputa para Bilynskyj, que foi eleito para presidir a comissão neste ano.
“O gesto do Coronel Meira em facilitar o cumprimento de um acordo pretérito à minha liderança engrandece ainda mais o nosso Coronel Meira, Gestos valem mais do que palavras”, afirmou Sóstenes durante a reunião de instalação da comissão. Segundo ele, não houve interferência no acordo entre os deputados.
Ao ser eleito, o Bilynskyj exaltou Eduardo Bolsonaro e disse que o deputado irá fazer muita falta. “Não tem como não lembrar do deputado Eduardo Bolsonaro. Ele era membro dessa comissão quando comecei a entender como funciona. Essa comissão sem ele não é a mesma coisa. Não dá para gente sentar aqui e tocar nosso trabalho e fingir que está tudo bem. Não está tudo bem. Ele faz muita falta. Eu espero que tenhamos a capacidade de corresponder ao esforço que ele está fazendo por nós nos Estados Unidos aqui, no nosso dia a dia”, disse Bilynskyj.
Fora da comissão
Outra confusão marcada na instalação da Comissão de Segurança foi o fato da deputada Silvia Waiapi (PL-AP) não ter sido indicada como titular. Ela protestou por não ter conseguido votar na eleição do novo presidente.
Em resposta a parlamentar, Sóstenes admitiu que errou por não ter enviado o nome da deputada e assumiu que faria a correção.
A deputada integra a lista dos 7 deputados federais que podem perder o mandato, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as sobras eleitorais.
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