Mas era tudo enredo de um samba fictício, de uma marchinha de carnaval feita para encantar os trouxas, uma espécie de música de Chico Buarque escrita para acalentar os corações românticos dos bobos e permitir o avanço do “companheiro” rumo ao poder e às riquezas que ele permite. E agora, ironia das ironias, Lula virou a Geni, e todos jogam pedras no homem, revoltados com o cinismo, com as mentiras, com o embuste.
A ambição desmedida costuma acabar mal, ainda mais se o único grande talento do indivíduo é enganar os outros, vender sonhos impossíveis, usar o carisma para enfiar populismo goela abaixo dos otários. Uma pessoa dessas pode até conseguir vender uns mil terrenos na Lua, mas eventualmente será descoberta sua farsa, e os inquilinos idiotas irão se rebelar, demandando a cabeça do vendedor safado.
Acabou o Carnaval. Principalmente o do PT. E seu líder máximo vê sua máscara indo ao chão. Os “intelectuais” esperneiam, pedem a volta do samba, não querem acreditar na ressaca que se impõe. Mas podem espernear a vontade, porque o mito vem abaixo como um castelo de cartas. Sabem aqueles 300 picaretas, que usavam a política só para se dar bem, para enriquecer, para viver no “bem bom” enquanto falavam em nome dos mais pobres? Podem acrescentar mais um nome à lista. De preferência no topo dela, pois ele merece…
Rodrigo Constantino