Tenho defendido a tese de que os liberais deveriam se unir aos conservadores de boa estirpe para reverter o estrago causado pelos “progressistas” no mundo, especialmente no que tange à cultura e aos valores morais. O pêndulo extrapolou, e liberdade individual passou a ser confundida com libertinagem, Estado laico com ódio ao cristianismo, e ceticismo humilde com relativismo moral.
Dentro do que se resolveu chamar de direita, porém, existem vários tipos distintos. Podemos definir diferentes critérios para traçar as linhas divisórias, mas vou usar um só aqui, de forma um tanto arbitrária: aqueles que se preocupam com os valores conservadores no longo prazo, e aqueles que pensam basicamente em “fazer política”.
No livro A beleza salvará o mundo, Gregory Wolfe tenta justamente resgatar o humano por meio das artes em uma era ideológica. Quando falamos em “guerra cultural”, o termo “guerra” já denota a necessidade de eliminar o inimigo. O adversário deixa de ser alguém de quem discordamos, mas com quem podemos conviver de forma civilizada, e passa a ser alguém que merece ser aniquilado.
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Rodrigo Constantino
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