No entanto, se analisarmos a dinâmica da economia dos países estatistas, quase uma unanimidade no eixo Sul, poderemos, facilmente, constatar que a circulação de riqueza transita mesmo é entre as empresas patrocinadoras do governante da vez e sua trupe que, com suas políticas protecionistas, privilegiam seus doadores de campanha ao mesmo tempo em que dificultam, extraordinariamente, a sobrevivência das demais empresas, com regulações excessivas e impostos extorsivos.
Logo que ocorreu o crash de 2008, o acadêmico Joseph Stiglitz apressou-se no seu diagnóstico ao afirmar que “a queda de Wall Street representa para o fundamentalismo de mercado o que a queda do Muro de Berlim representou para o comunismo”. Essa leitura está equivocada, pois o problema de Wall Street não foi a liberdade dos investidores, mas a certeza de que, submetido ao credo too big to fail, o “Fed” – uma espécie de Banco central americano – iria oxigenar o mercado, caso lhe faltasse fôlego.
Na verdade, a queda de Wall Street é a confirmação da queda do Berlin Wall, pois, nos dois casos, os muros foram erigidos pelo Estado sanguessuga para proteger os seus e asfixiar os outros, fazendo com que a intervenção estatal na economia seja, sempre e irremediavelmente, um retumbante fracasso.