A lição dada por Milton Friedman há décadas parece que não chegou ao Brasil, ou melhor, nunca encontrou espaço por essas bandas. A história do mercado de consumo no Brasil sempre foi marcada pela forte intervenção estatal.
Fomos convencidos de que o Estado deve estar presente em todos os momentos da nossa vida, como um Pai, que regula e protege seu filho. Normas, regulamentos, decretos, alvarás, licenças, autorizações, leis, agências… somos experts quando o assunto é limitar a liberdade do mercado, tido sempre como vilão.
“Nesse sentido, apesar do que prometem, a legislação antitruste e a atuação das agências reguladoras são nocivas aos consumidores” (Pare de Acreditar no Governo, Garschagen, Ed. Record, p.221).
Caro Senhor João Batista de Rezende, o consumidor Brasileiro não foi “deseducado”, ele sabe exatamente o que quer: o melhor serviço pelo menor preço, como qualquer consumidor em qualquer lugar do mundo. Não se engane, se as empresas tuteladas pela ANATEL dizem, de maneira ridícula, que não há “rede” suficiente para todos no Brasil é porque contam com a conivência da agência que o Sr. Preside.
O mercado Brasileiro e seus consumidores gritam por mais liberdade, mais concorrência. Desregulamentação, desestatização, privatização, liberdade, enfim, precisamos disso, precisamos nos livrar dos burocratas que teimam em regular nossas vidas.
* Jaime Groff é delegado de polícia civil e já lecionou em vários cursos de Direito na cidade de Natal/RN. Também é um entusiasta das ideias liberais.