As feministas americanas, agora, repetem o uso da cartada sexual na campanha de Hilária Clinton, a mentirosa. Seria a “primeira mulher a presidir os Estados Unidos”. Who cares? Obama foi o “primeiro negro” e não fez um bom governo. Longe disso! Mas as “minorias” não ligam para esses detalhes. E às vezes brigam entre si, o que é engraçado. Susan Sarandon, para apoiar o socialista Bernie Sanders, chegou a dizer que não votava com sua vagina. Bem dito, mas vamos cobrar isso das eleitoras feministas de Clinton quando for contra Trump a disputa.
Para os americanos empolgados com esse discurso feminista, vejam o que a primeira mulher a comandar o Brasil fez com nosso país. Se nós fôssemos como eles, poderíamos usar a cartada sexual contra Clinton, alegando que o exemplo de Dilma foi terrível e serve como um alerta. Mas não somos, felizmente, e não colocamos o gênero como prioridade. Uma mulher pode ser boa governante, como pode ser péssima. Hillary merece perder não por ser mulher, mas por ser esquerdista, mentirosa, autoritária.
Feministas não querem saber. Enxergam apenas o gênero e se ela é de esquerda ou não. Por isso que quando Aécio Neves, considerado de “direita” no país da hegemonia vermelha, chama Dilma de “leviana” num debate, termo absolutamente normal para se referir a quem não está sendo responsável e fiel aos fatos, o mundo vem abaixo e a esquerda feminista fica “horrorizada” com o “preconceito machista”, já que “mulher leviana” quer dizer vagabunda em alguns lugares do nordeste.
Mas quando Lula, ícone das esquerdas, refere-se às petistas como “mulheres de grelo duro” numa gravação vazada pela Justiça, aí as feministas até fazem cartazes orgulhosas do rótulo, nada desrespeitoso, pois na boca de um dos seus. Alguém ainda acha mesmo que feminismo tem a ver com mulheres, e não com esquerda?
O Brasil começa a melhorar com a saída de Dilma. O aspecto econômico é o principal, seguido da questão institucional, igualmente importante. Mas não dá para negar que a melhora visual também é fundamental. Sim, como dizia o poeta, beleza é fundamental. Sai a bruaca incapaz de articular um só pensamento, e entra a primeira-dama discreta, bonita e “do lar”, recatada.
Para as feministas, isso é um desespero. Preferem a anta feiosa que agride não só a gramática e nossa vista, como os milhões de brasileiros vítimas de seu desgoverno. Ah, mas ela sim é mulher de verdade, não uma bela e recatada esposa, mas uma guerrilheira comunista corajosa e obstinada, tão obstinada que prefere destruir de vez a nação em vez de renunciar…
Rodrigo Constantino