Gráfico mostra os principais sintomas apresentados por pacientes que contraíram a gripe A(H1N1)| Foto: Divulgação/Sesa

Tira-dúvidas

Durante dez dias (entre 27 de julho e 5 de agosto), os leitores da Gazeta do Povo enviaram ao jornal suas dúvidas sobre prevenção, sintomas e tratamento da gripe A H1N1. Veja as respostas dos especialistas :

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Depois de febre, tosse, dores musculares e calafrios, a conjuntivite é o sintoma mais presente em pacientes que contraíram a gripe A (H1N1) no Paraná. Dados divulgados nesta terça-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que 61% dos pacientes que tiveram a nova gripe confirmada nas regionais paranaenses até a primeira quinzena de agosto apresentaram o sintoma.

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Apesar disso, especialistas ressaltam que a presença da conjuntivite por si só não deve ser motivo para alarde por parte dos pacientes. "A inflamação da conjuntiva ocular pode ocorrer por diversos fatores, e a presença do vírus da nova gripe é só mais um deles", afirma José Luiz de Andrade Neto, médico infectologista e consultor do Ministério da Saúde. "Mas a estatística é importante para auxiliar os médicos no diagnóstico da doença", diz.

O médico conta que outras doenças, como a gripe comum, também podem provocar a conjuntivite. "É uma inflamação em uma membrana ocular. Na presença de um vírus ou uma bactéria no olho, o quadro pode se manifestar sem que o paciente desenvolva uma doença generalizada", explica. "Tanto que já era um quadro observado pelos médicos, porém com menor atenção".

Alceu Fontana Pacheco Junior, presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, acrescenta que é preciso ficar atento à manifestação do sintoma associada a outros sinais da gripe A. "Os sintomas que mais ocorrem são febre alta e tosse. Se houver as duas complicações, além da conjuntivite, há grandes chances de o caso ser da nova gripe", afirma. Ele lembra que há outros indícios que nem sempre estão presentes nos casos confirmados da doença, como dor de garganta e diarreia.

Sintomas

Conforme o levantamento do Centro de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas de Vigilância em Saúde (Cievs) da Sesa, em 95% dos casos confirmados da doença houve ocorrência de tosse e febre. Dores musculares apareceram em 68% dos pacientes, enquanto 62% manifestaram calafrios. Depois da conjuntivite, outros sintomas presentes em pessoas que confirmadamente contraíram a doença são dor de garganta (54% dos casos), falta de ar (45%), dor nas articulações (37%) e diarreia (13%).

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Segundo a Sesa, para que um caso seja considerado suspeito da nova gripe, não é preciso que a pessoa tenha todos os indícios da enfermidade. "Ao ter febre ou calafrio associado a algum outro sinal, deve-se procurar uma unidade básica de saúde ou um médico de confiança, para que seja feito o devido diagnóstico e tratamento", disse a coordenadora do Cievs, Miriam Woiski, à agência de notícias do governo estadual.

Outras orientações da secretaria para pacientes com sintomas da gripe são ficar em isolamento domiciliar durante sete dias, usar máscara para evitar que o vírus se espalhe, e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, de preferência com um lenço descartável. As pessoas que não apresentam complicações devem evitar locais com aglomeração populacional, lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool gel, evitar tocar os olhos, nariz e boca antes de limpar as mãos e manter as janelas abertas e ambientes bem arejados.

154 mortes no Paraná

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na tarde de segunda-feira (24) confirmou 13 novas mortes no Paraná por causa da gripe A (H1N1). O total de óbitos chega a 154 em todo estado, sendo que oito eram gestantes. O número de pessoas contaminadas pelo novo vírus é de 2.853.

As mortes no Paraná ocorreram entre os dias 14 de julho e 23 de agosto. Quanto à faixa etária, 63% dos mortos tinham entre 20 e 49 anos, e 18% tinham entre 50 e 59 anos.

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Das 2.853 pessoas contaminadas pela nova gripe no Paraná, 165 são mulheres grávidas, consideradas do grupo de risco. Curitiba tem o maior número de infectados, 888. A região que apresentou a maior diferença entre o boletim anterior é Jacarezinho, no Norte-Pioneiro. Até a última sexta-feira, eram 56 casos confirmados na cidade. Agora o número é três vezes maior, chegando a 180 pessoas contaminadas.