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O terceiro envolvido na chacina que matou cinco pessoas em um terreiro de umbanda, em 2007, no bairro Fazendinha, em Curitiba, foi condenado a 149 anos de prisão. O julgamento de John Enver Machado foi concluído na última quarta-feira (3).

Outro envolvido, Adans Garcia de Lima, foi condenado a 143 anos em julgamento realizado em agosto de 2012. O irmão gêmeo dele, Allan Garcia de Lima, também estaria envolvido no crime, mas foi assassinado meses depois da chacina, de acordo com o promotor de Justiça da Vara Privativa do Primeiro Tribunal do Júri, Marcelo Balzer.

Segundo Balzer, o crime ocorreu depois que os dois irmãos, que viviam em um quarto alugado na casa onde ficava o terreiro, discutiram com o proprietário Adão da Silva, 48 anos, conhecido como Pai Adão. "O dono mandou os dois embora, mas depois eles ligaram para ele e prometeram vingança", disse o promotor.

Adans e John teriam entrado no terreiro por volta das 22 horas do dia 17 de novembro de 2007, quando cerca de 50 pessoas participavam da sessão religiosa, e começaram a atirar, conforme o Ministério Público. Allan teria ficado em um carro do lado de fora para facilitar a fuga. O alvo era Pai Adão, que foi o primeiro a ser atingido e morreu no local. Outras quatro pessoas morreram na chacina: Rosemary de Fátima Araújo, 48 anos, Carlos Alberto Vieira, 42 anos, e dois adolescentes: uma menina de 13 anos e um garoto de 14 anos. As armas usadas no crime, uma pistola de 9 milímetros e uma de 380, não foram encontradas. No local, a polícia localizou apenas os cartuchos.

Os advogados de John entraram com recurso e pediram anulação do júri. Eles assumiram a defesa do réu há aproximadamente um mês, depois que o antigo advogado abandonou o caso, conforme informou o MP. O Tribunal vai analisar o recurso o mais breve possível, segundo Balzer, pois John já está preso.

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