São Paulo O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, levantou suspeitas ontem sobre a atuação do PSB à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo Gabeira, emendas foram liberadas para a compra de ônibus de Inclusão Digital que eram vendidos a preços superfaturados para prefeituras num esquema semelhante ao das ambulâncias.
Gabeira defendeu que a CPI ouça os ex-ministros Roberto Amaral e Eduardo Campos, que responderam pela pasta de 2003 a 2005. Roberto Amaral integra o conselho político da campanha à reeleição do presidente Lula.
A CPI também deve votar requerimentos que pedem a convocação dos ex-ministros da Saúde Saraiva Felipe e Humberto Costa. A CPI suspeita da participação de ambos com o esquema da máfia das ambulâncias.
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O deputado Fernando Gabeira também quer ouvir Rodrigo Rollemberg, responsável pela área de Inclusão Digital. Rollemberg, candidato a deputado federal pelo PSB, seria o responsável por intermediar a liberação das emendas.
Não há denúncia contra os três, mas Gabeira quer saber se eles tinham conhecimento do esquema.
O deputado fotografou na empresa Viação Elite, no Rio de Janeiro, ônibus do programa de Inclusão Digital que, segundo ele, estariam escondidos. Todos têm o logotipo do Ministério da Ciência e Tecnologia e o emblema "Brasil, um País de Todos", do governo federal.
Gabeira citou ainda os nomes do líder do PSB na Câmara, deputado Alexandre Cardoso (RJ), o ex-líder deputado Renato Casagrande (ES) e o deputado Paulo Baltazar (PSB-RJ) como parlamentares do partido que apresentaram emendas ao Orçamento da União para a compra de ônibus. Paulo Baltazar teria liberado emendas no valor de R$ 4,2 milhões.
Os veículos eram vendidos a preços superfaturados, chegando a custar de R$ 200 mil a R$ 300 mil. "O PSB transformou o Ministério em coisa de compadres", acusou Gabeira.
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