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Ônibus trabalham para retirar moradores de Aleppo. | George Ourfalian/AFP
Ônibus trabalham para retirar moradores de Aleppo.| Foto: George Ourfalian/AFP

O drama da população que espera para fugir das áreas de confronto na Síria foi estendido ainda mais em função de divergências burocráticas e de ataques a ônibus que seriam usados no deslocamento. No frio e com fome, habitantes de redutos de rebeldes esperam que a retirada recomece.

A evacuação de Aleppo foi interrompida, na sexta-feira (16), por divergências sobre o número exato de pessoas que deveriam sair de Fua e Kefraya, duas localidades xiitas controladas pelo governo e cercadas pelos rebeldes.

Uma fonte militar confirmou ontem a entrada em vigor de um novo acordo entre os beligerantes, que conta com a aprovação da Turquia, que apoia os rebeldes, e da Rússia e Irã, aliados do governo. Segundo a emissora estatal, 100 ônibus realizarão a evacuação de Aleppo.

Uma fonte rebelde confirmou um novo acordo para a saída de civis de Aleppo, Fua e Kefraya em duas etapas. “Em uma primeira etapa, metade das pessoas cercadas em Aleppo deve sair, paralelamente à retirada de 1.250 pessoas de Fua”, explicou. Em seguida, “outras 1.250 pessoas de Kefraya sairão ao mesmo tempo que os demais habitantes de Aleppo”, disse.

E, por último, outros 1,5 mil indivíduos abandonarão Fua e Kefraya, enquanto o mesmo número de pessoas deve sair de Zabadani e Madaya, duas cidades rebeldes cercadas pelo regime na província de Damasco.

Ontem, 20 ônibus que entrariam nessas localidades foram incendiados. Entretanto, uma fonte militar indicou que isso não coloca o acordo em risco.

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