Serviço
Para doar basta acessar o site da campanha: www.ajudeoevangelico.org.br
O presidente da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba, mantenedora do Hospital Evangélico, João Jaime Nunes Ferreira, esteve na Câmara Municipal de Curitiba ontem para apresentar a situação da instituição e falar sobre a campanha "Ajude o Evangélico". De acordo com Ferreira, o hospital passa por uma crise causada pelo repasse insuficiente de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
"Existe uma crise bem intensa na área de saúde", afirma o presidente. "Até hoje não se chegou a um modelo que remunere de forma justa os serviços prestados ao sistema", diz. Mais de 90% do atendimento realizado no Hospital Evangélico é feito através do SUS. De acordo com Ferreira, a cada R$ 100 em custos, o hospital recebe R$ 67 pelo serviço. "É uma conta que não vai fechar nunca", ressalta Ferreira. Segundo ele, o déficit mensal do hospital chega a R$ 1,5 milhão.
"Nós sabemos que outras instituições conseguiram se viabilizar através de campanhas de arrecadação. Nós estamos entrando atrasados nisso", esclarece Ferreira em relação à campanha "Ajude o Evangélico". "Nós estamos chamando a comunidade e temos certeza que a comunidade vai atender nosso chamado para ajudar a manter o atendimento de excelência que o Hospital Evangélico sempre prestou", afirma.
Todas as doações arrecadas através da campanha serão utilizadas para a compra de remédios, alimentos, enxovais e realização de investimentos no hospital. "Será prestado conta de todo o valor arrecadado", garante Ferreira.
Abraço
A campanha "Ajude o Evangélico" será lançada oficialmente no dia 27 de setembro, às 10 horas, em frente do hospital. Durante a cerimônia, as pessoas presentes vão promover um abraço simbólico na instituição.
Crise
A crise no Hospital Evangélico de Curitiba não é recente. Em 2012, o hospital completou 53 anos com uma dívida de R$ 260 mil, além do envolvimento em um escândalo deflagrado no ano anterior a partir da Operação Voucher, da Polícia Federal, que detectou irregularidades em um convênio firmado pela mantenedora do hospital, a Sociedade Evangélica Beneficente.
No ano passado, a chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Virgínia Soares de Sousa, foi presa durante investigações sobre crimes contra a saúde pública e sobre a morte de pacientes dentro do hospital. No mesmo ano, o hospital fechou o pronto-socorro durante dois dias por falta de medicamentos.
Em agosto deste ano, o pronto-socorro fechou duas vezes em dez dias, também por falta de insumos para operação. Pacientes que precisavam de tomografias também precisaram ser transferidos para outros hospitais.
Nessa semana, funcionários cruzaram os braços por um dia por causa de atrasos no pagamento do mês de agosto.
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