A investigação sobre três mortes ocorridas após um exame de ressonância magnética em Campinas (93 km de São Paulo), na última segunda-feira, apontam para uma causa química. Hoje o Instituto Adolfo Lutz divulgou que dois dos três lotes de soro usados não têm contaminação de bactérias.A Anvisa também concluiu que não houve superdosagem no contraste (substância usada para dar mais nitidez à imagem da ressonância).

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"Estamos afunilando as hipóteses para uma complicação causada por um agente químico, que pode vir de vários produtos", disse o secretário de Saúde de Campinas, Cármino Antonio de Souza.

Segundo ele, também foram praticamente descartadas falhas dos equipamentos ou dos profissionais que atenderam os três pacientes. A conclusão ocorreu após ser feita uma simulação ontem com a Polícia Civil e o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas.

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Ainda faltam outras análises sobre as substâncias, por isso, seguem interditados no Estado de São Paulo os lotes de três tipos de soro (Eurofarma, Samtec e Equipex) e dois contrastes à base de gadolínio (Magnevistan fabricado pela Bayer e Dotarem fabricado por Guerbet)."A chave está no que foi injetado nos pacientes. Todos os protocolos para esse tipo de atendimento foram seguidos", disse Souza.

As três vítimas - uma mulher de 25 anos e dois homens de 36 e 39 anos - não tinham problemas graves de saúde e foram ao hospital só para fazer a ressonância magnética de crânio.

Todos passaram mal cerca de meia hora depois, sentindo formigamento, e morreram no hospital.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acompanha as investigações do caso, mas informou, em nota, que não há elementos suficientes que justifiquem a interdição dos produtos em todo o território nacional.

A Guerbet informou que seu produto foi comercializado em outros Estados, mas não informou quais. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa já rastreou e comunicou todos os clientes que compraram a substância.

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