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Interior

Fora do Provab, prefeituras ficam sem médicos

Carambeí: salário de R$ 5 mil é rejeitado | Maria Gizele da Silva, da sucursal
Carambeí: salário de R$ 5 mil é rejeitado (Foto: Maria Gizele da Silva, da sucursal)

A dificuldade de contratar médicos em cidades distantes dos grandes centros continua nas novas gestões municipais, apesar da evolução no programa federal que leva residentes ao interior para trabalhar na área de saúde da família, o Provab. Aumento das faixas salariais e contratação de médicos como prestadores de serviço, e não concursados, são algumas das alternativas encontradas.

Em Carambeí, nos Campos Gerais, o vereador Ilson Caninana (PSC) protocolou um projeto para aumentar o subsídio do prefeito de R$ 8,5 mil para R$ 12 mil e, como consequência, oferecer uma remuneração mais alta aos médicos.

A medida serviria para atrair profissionais para o município de 19,1 mil habitantes, já que os médicos da rede municipal ganham menos de R$ 5 mil e, como funcionários públicos, não podem ter salário maior que o do prefeito. "Os médicos das prefeituras da região ganham R$ 13 mil", diz o vereador.

A proposta encontrou resistência na Câmara. Dos 11 vereadores, seis apoiaram a iniciativa. A prefeitura de Carambeí tem 17 médicos concursados. "Precisaríamos ter 30", afirma o secretário municipal de Saúde, Mário José Savais de Mello Filho.

Ventania, município com 9,9 mil habitantes nos Campos Gerais, tem uma das prefeituras da região com o salário mais competitivo para os médicos. "Nós pagamos R$ 12 mil para jornada de 40 horas semanais, mas já tem prefeitura oferecendo R$ 15 mil", afirma o secretário municipal de Saúde, Fábio Fachi.

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