O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema) decidiu, após assembleia com funcionários da Sabesp ocorrida na noite desta terça-feira (10), convocar uma greve geral a partir de 19 de março, por tempo indeterminado. A entidade também tentará, na Justiça, readmitir os mais de 300 funcionários demitidos da companhia este ano.

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“Se não pararem com as demissões e chamarem o sindicato para conversar no sentido de readmitir trabalhadores, vamos entrar em greve”, afirmou ao Broadcast, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, o secretário-geral do Sintaema, Antônio da Silva. Segundo ele, haverá nova assembleia no dia 18 de março para “ratificar e organizar a greve”.

A Sabesp iniciou na semana passada um plano de ajustes em seu quadro de pessoal. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou com funcionários da empresa, a meta seria cortar até 5% do quadro de funcionários e reduzir 10% da folha de pagamento, por causa da queda de receita, que pode superar R$ 1 bilhão, provocada pela crise hídrica. Anteriormente, no início de 2014, a Sabesp tinha 15 mil funcionários em todo o Estado. Os números atualizados devem ser divulgados no balanço anual da companhia, no fim do mês. “Essa crise está afetando as finanças da empresa e os trabalhadores estão pagando a conta”, afirmou Silva.

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