Pouco mais de uma semana depois de suspender as cirurgias eletivas (não emergenciais e cujos pacientes não correm risco de morrer), o Hospital Universitário (HU) de Cascavel, no Oeste do estado, voltou a realizar esses procedimentos. Segundo o diretor-administrativo do hospital, Sérgio Fabriz, o hospital sofre com a falta de repasses de verbas e havia interrompido essas cirurgias para economizar materiais cirúrgicos e medicamentos.
"Nós estávamos nos precavendo, por isso tínhamos cancelado as [cirurgias] eletivas. Para economizar estoques", disse, em entrevista ao telejornal Bom Dia Paraná, da RPC-TV.
O hospital realiza até 120 cirurgias por mês. Segundo a administração, o HU precisa receber R$ 1,1 milhão do governo do estado para manter este atendimento à população. Sem esta verba, a unidade pode interromper suas atividades, inclusive os procedimentos de urgência e emergência. "Se não houver a liberação desses recursos, no dia 15 de janeiro nós não teremos mais estoques para atender a população", prevê Fabriz.