A ocupação da praça de São Luís do Purunã, na BR-277, ocorreu nove dias após a divulgação das primeiras ameaças do Movimento de Usuários das Rodovias do Brasil (Murb) e 14 dias depois da aplicação do reajuste tarifário, previsto em contrato, em todas as 27 praças de pedágio do estado. A ameaça de invasão surgiu após uma reunião feita a portas fechadas na sede do Sineepres (Sindicato dos Empregados de Serviços a Terceiros), no último dia 6.
Participaram do encontro o ex-deputado estadual Acir Mezzadri, o vereador de Curitiba Aparecido Custódio da Silva, líderes sindicais, presidentes de associações de moradores e representantes de prefeituras do interior. Na oportunidade, Mezzadri admitiu a realização de manifestações e que todas as praças seriam ocupadas em breve por simpatizantes.
Para tentar evitar as ocupações, as concessionárias foram à Justiça solicitar interditos proibitórios. A Rodonorte, cuja praça foi ocupada ontem, tinha um interdito contra Mezzadri e Custódio, com multa diária de R$ 100 mil. A decisão vale para as comarcas de Campo Largo e Ponta Grossa. Mas isso não intimidou os manifestantes.
Além dois dois, a Ecovia conseguiu ainda contra o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Estabelecimentos Comerciais do Litoral (Sindilitoral), José Carlos Chicarelli. A presença de um deles na praça de pedágio da concessionária custará R$ 10 mil por dia. Ela administra a BR-277, no trecho entre Curitiba a Paranaguá. Por enquanto, somente a Caminhos do Paraná ainda não conseguiu a decisão até o momento.
Custódio e Chicarelli negam que estejam organizando as invasões. Já Mezzadri não foi localizado para falar sobre o assunto.
"Conspiração"
Segundo João Chiminazzo Neto, diretor-regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) no Paraná, as empresas estão alarmadas com a situação. "Somos vítimas de uma conspiração eleitoral", disse. Ele afirmou ainda que é muita coincidência os manifestantes terem a mesma reivindicação do governo estadual. "O pedido deles é absurdo: querem que a tarifa baixe 61%. O índice coincide com a solicitação do governo estadual. Nenhuma empresa consegue lucrar tanto assim", afirmou.
Chiminazzo lembrou que ainda há tempo para o governo cumprir a sua promessa de campanha "ou o pedágio abaixa ou acaba". "Há duas opções: encampar as empresas (o governo indenizaria os investimentos feitos até o momento) ou fechar um novo acordo", disse. Ele afirmou que é possível negociar alguns itens e diminuir a tarifa: o valor do seguro-garantia, as verbas que são repassadas para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e para a polícia rodoviária, taxas, impostos e parte do programa do obras.
O diretor da ABCR cobrou uma posição das autoridades estaduais. "Se o governo não tem nada com isso que nos ajude a acabar com a ação dos agitadores". Chiminazzo reclamou da falta de cobertura da Polícia Militar para que o oficial de Justiça pudesse cumprir o interdito proibitório e evitar a ocupação em São Luís do Purunã.
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