
Londrina - Londrina passa a fazer parte oficialmente do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci) hoje, depois de oito meses de negociações com o Ministério da Justiça. A cidade adere ao programa sendo a primeira no Brasil a ter um Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania. Com o Pronasci, a região poderá receber recursos federais para projetos de combate à violência.
"Nós poderemos fazer um programa específico para a cidade ou fazer um regional, que abranja todos os municípios", afirmou o presidente do Consórcio, o prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann (PTB). Com a adesão ao Pronasci, serão beneficiadas as cidades de Londrina, Cambé, Ibiporã, Bela Vista do Paraíso, Jataizinho, Rolândia, Tamarana, Sertanópolis e Arapongas.
O programa é voltado para regiões metropolitanas mais violentas do Brasil. "Londrina é uma exceção. Além disso, os municípios menores da região demorariam muito para poder participar do Pronasci. Então, juntamos em um consórcio", explicou o ex-coordenador do Pronasci no Paraná e atual secretário de Defesa Social de Londrina, Benjamin Zanlorenci. Ele considerou a criação do consórcio como necessária à adesão de Londrina e região ao programa, já que a cidade quase perdeu o prazo para garantir participação.
"Fomos a Brasília na época do prefeito interino e conversamos com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que autorizou", afirmou a coordenadora da Região Metropolitana de Londrina (RML), Elza Correa (PMDB). A partir de então, os municípios interessados se organizaram em consórcio. Tudo ficou pronto em agosto, quando o projeto foi enviado, em regime de urgência, às Câmaras de Vereadores das cidades participantes para aprovação do consórcio.
Embora o consórcio não tenha nenhum projeto pronto, os prefeitos das cidades da região querem garantir verbas ainda neste ano. "Queremos algo viável a curto prazo. Elencamos alguns para tentar implementar um projeto simples e barato até o fim do ano", afirmou o prefeito de Rolândia. Ele citou como exemplo o projeto Mulheres da Paz, que capacita mulheres de uma região violenta da cidade para trabalharem com jovens entre 15 e 24 anos que estejam vulneráveis à criminalidade.
O programa foi criado há dois anos pelo Ministério da Justiça e quer aliar políticas públicas de segurança com programas sociais, dando prioridade a ações preventivas e de apoio ao combate da violência, além da reestruturação penitenciária. A cidade de Foz do Iguaçu e a região metropolitana de Curitiba também foram contempladas com o Pronasci no Paraná.



