Nem todos os moradores das vilas do Sabará pagaram o termo de concessão oferecido pela Cohab. Alguns, acreditando que o acordo não valia muito, preferiram esperar para ver como a situação ficaria. É o caso de Wilson Cardoso Santos, 55 anos, morador da Nova Conquista desde 1989. Seu Wilson, nascido em Vitória da Conquista, na Bahia, foi parar no Sabará depois de uma série de frustrações.
Primeiro, a família veio para o Norte do Paraná na esperança de fazer algum dinheiro com o café. Eram os anos 60, e a cultura ia de vento em popa. O sonho durou até 1975, quando a geada negra acabou com as plantações. Seu Wilson resolveu se mudar para o outro extremo do estado. Na fronteira com Santa Catarina, em Guaratuba, tentou a vida de novo. "Mas lá nem posto de saúde bom tinha." A solução encontrada foi tentar a vida em Curitiba. E a escolha foi pela nova área criada no Sabará.
Quando chegou à região, na época recém-ocupada, havia casas muito simples, alguns barracos, e pressão para que todos saíssem. Não saíram. Veio a oferta para pagar pelo uso da terra. "Mas eu não quis. Quero um documento legal. Pagar essa concessão é como pagar um aluguel", afirma Wilson, que hoje é aposentado e vende remédios naturais para alguns vizinhos. Até hoje, seu Wilson afirma que espera uma proposta que ele considere razoável. "Quando viemos para cá já falei. É só dar o documento certo e a gente paga", diz. (RWG)
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