Balanço
Moradores fazem as contas dos prejuízos com a chuva forte
A enfermeira Tânia Mass, 50 anos, era uma que estava preocupada com a perspectiva de perder seu telhado em poucas horas. Diversos galhos quebrados se prolongavam em direção à sua casa na Rua Ernesto Piazetta, no Bacacheri. Com o poste de luz totalmente destruído e a entrada interditada por galhos e folhas, a desolação era total. "Só tenho luz pela solidariedade dos vizinhos. Se der um vento, a árvore cai totalmente em cima da minha casa. Já chamei o 156 diversas vezes, mas até agora nada", lamenta.
Assim como Tânia, outros moradores das regiões próximas também reclamavam da demora no atendimento. A família de Haeldy dos Santos, 33 anos, estava sem luz há mais de 14 horas devido a queda de uma árvore. Ele reclamou que ao ligar para prefeitura avisaram que a Copel deveria ser informada; e vice-versa.
Samantha Seixas, 24 anos, sofreu prejuízo material. Uma árvore caiu sobre o seu carro. Outros três veículos também foram afetados.
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Diversas famílias de Curitiba tiveram a rotina de domingo modificada. Ao invés de aproveitarem o dia para o lazer, moradores de regiões como o Bacacheri, Boa Vista, São Lourenço e Ahú (bairros mais afetados pela ventania e chuva de sábado) estavam envolvidos com a limpeza das calçadas e a espera do restabelecimento de energia elétrica, retirada de árvores e desbloqueio de ruas. O saldo de ocorrências recebidas pela Defesa Civil, no fim de semana, foi de cerca de 80 árvores caídas, 10 alagamentos em ruas e 20 destelhamentos de casas.
Até o fim da tarde de ontem, a Copel estimava que 5 mil estabelecimentos ainda estavam sem energia elétrica, dos 45 mil afetados desde a tarde de sábado. Incluindo a Região Metropolitana da capital e Litoral, o número de unidades consumidoras sem energia chegava a 8 mil. Conforme previsão, 90% do fornecimento deveria estar normalizado ainda ontem. Ao todo, 80 eletricistas tinham sido designados pela Copel para recuperar as redes afetadas.
Nos relatórios da Defesa Civil, ontem à tarde, apenas a Rua Mateus Leme com a João Gava mantinha-se interditada enquanto a Copel recuperava a fiação elétrica. Porém, em duas horas que a reportagem percorreu as regiões mais afetadas, seis ruas foram encontradas fechadas devido a queda de árvores e fios de tensão.
Falta de diagnóstico
Joel de Jesus Ferreira, 57 anos, viu a imensa árvore em frente da sua casa vir ao chão. Com isso, além de interditar a Rua Brigadeiro Arthur Carlos Peralta, a queda lhe deixou sem o poste de luz e com dificuldade de vencer os galhos e folhagens para entrar em casa. "A árvore estava oca, com um ninho de abelhas. Liguei recentemente para a prefeitura ver o que podia ser feito. A resposta foi que poderia ser feita a poda". E o resultado lhe tirou o sono e a perspectiva do Natal. "Terei que contratar alguém para cortar a árvore, arrumar o telhado e recuperar o poste".
Com a perspectiva do Simepar de manter o tempo instável para os próximos dias, o alerta continua.
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