Exército fez exercícios de combate no Lago de Itaipu| Foto: Christian Rizzi - Gazeta do Povo

Força Armada vai permanecer no estado até 24 de outubro

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A segurança na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai foi reforçada com 3,7 mil militares das Forças Armadas, na chamada Operação Fronteira Sul 2. O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, esteve no Paraná nesta sexta-feira (17) para acompanhar a movimentação das tropas. O objetivo da operação é combater o contrabando e o tráfico internacional de drogas, armas e munição nos 2,5 mil quilômetros entre Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Em Guaíra, no Oeste do estado, foi montada uma barreia para fiscalizar os carros que passam pela Ponte Airton Senna. O ministro visitou a companhia do exército e acompanhou as operações de tiro realizadas no Lago de Itaipu com barcos e helicópteros. O exército também trouxe atendimento médico de graça para os moradores da cidade.

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O ministro negou que a operação tenha relação com a maior chacina na história do Paraná, quando 15 pessoas foram assassinadas em Guaíra no dia 22 de setembro. "As atividades já estavam programadas. Esta é a segunda vez neste ano que acompanho os trabalhos (a primeira foi em junho). Elas (as operações) têm uma função dissuasória, no sentido de evitar as coisas que possam acontecer", disse Jobim.

O Lago de Itaipu abriga cerca de 300 portos clandestinos, utilizados por traficantes e contrabandistas. Segundo Jobim, áreas de difícil acesso deverão ser monitoradas com o auxílio de veículos aéreos não tripulados (VANTs). "O governo está estudando a possibilidade de, a princípio, comprar estes aparelhos e, mais tarde, passar a fabricá-los".

Todo o reforço de segurança só fica no Paraná até o dia 24 de outubro, quando termina a operação. A primeira edição da Operação Fronteira Sul, desencadeada no início de junho, também contou com a presença do ministro.