
O Papa Bento XVI anunciou ontem a nomeação de 24 novos cardeais, entre eles o brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Com sua nomeação, o Brasil passa a ter nove cardeais, dos quais seis são eméritos. Dos 24 novos cardeais, 20 têm menos de 80 anos e são eleitores. O Consistório de criação dos novos cardeais será no dia 20 de novembro. Este será o terceiro Consistório do pontificado de Bento XVI e os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 são eleitores.
Dom Damasceno, que participa em Roma do Sínodo para os bispos do Oriente Médio, tem 73 anos e foi secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandados (1995 a 1998 e 1999 a 2003).
O arcebispo de Aparecida, cidade no interior de São Paulo, nasceu no município mineiro de Capela Nova, no dia 15 de fevereiro de 1937. Em 1955 ingressou no seminário e, em 1961, foi para Roma, na Itália, onde cursou filosofia. Dom Damasceno foi ordenado padre em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, em 1968. Depois de ordenado sacerdote, exerceu várias funções na Igreja, tendo destaque quando foi reitor do Seminário Maior de Brasília. Nomeado bispo auxiliar de Brasília em 1986, recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de setembro do mesmo ano e adotou como lema "Na alegria do Senhor". Em janeiro de 2004, foi transferido para a arquidiocese de Aparecida.
Com pós-graduação em Filosofia da Ciência pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), dom Damasceno fez Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.



