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Chacina em Londrina

Para delegado, cena do crime foi a mais estarrecedora em 11 anos como policial

"Em 11 anos na polícia, nunca vi uma cena de crime tão estarrecedora quanto aquela." Foi desta maneira que o delegado William Douglas Soares descreveu o que viu quando chegou à Rua Olavo Bilac, no Jardim Champagnat, na zona oeste de Londrina, na noite de sábado (3). No local, o maquiador Diego Ramos Quirino, 30 anos, matou quatro pessoas – a mãe e três vizinhas, uma delas a líder do movimento negro local, Yá Mukumby, 63 anos –, enquanto perseguia a companheira, Patrícia Amorim Dias, 19 anos.

"Foi uma situação muito brutal. Todas as vítimas tinham marcas de facadas nos braços. Isto é sinal de que houve tentativa de defesa [por parte das vítimas, durante os ataques]", detalhou o delegado, que estava de plantão quando o crime aconteceu. "Havia muito sangue por todo lado, nunca vi nada igual."

As investigações serão direcionadas para identificar o que motivou o crime, pois o crime em si já está solucionado – o autor do crime foi identificado e está preso. O objetivo, agora, é entender por que Quirino cometeu os crimes.

Segundo o delegado, Quirino teve um pequeno surto na tarde de sábado (3), quando foi à Cambé ajudar um amigo com uma mudança. "Ele começou a falar coisas desconexas e o amigo achou por bem chamar a namorada e a mãe dele, que foram até o local, chamaram uma ambulância e o levaram para o hospital. Lá, ele foi atendido, medicado e liberado."

O maquiador deve ser ouvido até o fim da semana. Antes dele, testemunhas do caso vão prestar depoimento ao delegado. "Temos informações de que ele estaria em crise de abstinência de drogas. Por outro lado, parece que ele tinha mesmo esses surtos, mas não causados por entorpecentes. Testemunhas poderão ajudar nesse sentido."

Sem visitas

Quirino foi preso em flagrante e transferido para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A reportagem apurou que o maquiador chegou transtornado à penitenciária, onde foi colocado em uma cela separada dos demais detentos. Ele não precisou de atendimento médico.

Quirino não deve receber visitas por pelo menos 30 dias. O procedimento, padrão em todo o sistema estadual de penitenciárias, só não vale para advogados, que têm livre acesso à unidade para as visitas.

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