A mineradora Samarco deverá alugar cerca de 200 residências para abrigar os desabrigados pelo rompimento de barragens da companhia, que estão hospedados provisoriamente em hotéis e pousadas na cidade histórica de Mariana, em Minas Gerais, afirmou à Reuters nesta terça-feira (10) o prefeito Duarte Júnior (PPS).
“A Samarco vai alugar casas porque as pessoas têm que voltar um pouco à realidade”, afirmou ele, acrescentando que a partir da próxima semana as crianças vítimas do desastre vão voltar a estudar em escolas que serão instaladas em Mariana, em tempo integral.
Procurada, a Samarco não comentou imediatamente a informação.
As casas que poderão ser alugadas já estão sendo cadastradas pela empresa e pela prefeitura.
Segundo Duarte Júnior, a Samarco está dando todo o suporte necessário para as pessoas impactadas pelo rompimento das barragens.
Entretanto, representantes de alto escalão das proprietárias da empresa, as gigantes de mineração Vale e BHP, ainda não entraram em contato com a prefeitura, segundo o prefeito.
“Eu pedi realmente que eles estivessem presentes, porque a Samarco é da BHP e da Vale, as três empresas têm que sentar e definir o que vai acontecer em conjunto, porque a Samarco é um nome fantasia, nós precisamos da BHP e da Vale para assumir responsabilidades dessa tragédia”, afirmou o prefeito.
A Vale informou em nota anteriormente que o presidente-executivo da mineradora, Murilo Ferreira, sobrevoou a região atingida na tarde de sábado. E que, após o sobrevoo, Ferreira se reuniu com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e diretores da unidade da empresa na região.
A Vale disse ainda que disponibilizou para a Samarco diversos equipamentos, incluindo helicópteros, para auxílio nos trabalhos na região atingida pela lama.
Até o momento, Duarte Júnior disse que a prefeitura não tem informações de que o presidente ou diretores de ambas as companhias (Vale e BHP) estejam vindo para a cidade.
O prefeito também manifestou preocupação sobre as receitas do município.
A Vale informou nesta terça-feira que sua produção nas minas de Fábrica Nova e Timbopeba poderá ser impactada negativamente em 3 milhões de toneladas em 2015 e 9 milhões de toneladas em 2016 devido ao rompimento de duas barragens da mineradora Samarco.
Além disso, a própria Samarco está com a produção paralisada. O prefeito também destacou que está preocupado com o futuro econômico da cidade, que deverá ser impactada com a queda da arrecadação de royalties da mineração.
“Mais de 80 por cento de nossa arrecadação vem da atividade de mineração e deve haver agora uma queda brusca na arrecadação do município e isso me preocupa muito”, afirmou o prefeito de Mariana, que teme a redução de programas e atendimentos à sociedade.
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