Resposta - Seed contesta queixas de pais, professores e alunos

A resposta da Secretaria de Estado da Educação (Seed) ao documento encaminhado por pais, professores e estudantes do Colégio Estadual do Paraná (CEP) no dia 30 de outubro contesta grande parte dos 25 itens apontados a respeito da diretora da escola, Maria Madselva Ferreira Feiges. As principais denúncias são de aprovação de alunos que já tinham reprovado de ano; assédio moral em relação a professores e alunos; autoritarismo e decisões unilaterais; redução de vagas no ensino médio e transformação do colégio em uma instituição de ensino técnico e profisssionalizante.

De acordo com a superintendente da Seed, Yvelise Arco-Verde, todas as denúncias estão sendo apuradas. No entanto, a resposta divulgada pela secretaria na última quarta-feira já apresenta algumas considerações decorrentes dos exames dos 25 itens. O documento afirma que todas as determinações de Maria Madselva foram tomadas com base em instruções normativas, resoluções e decretos governamentais, não havendo ocorrência de assédio moral, autoritarismo ou decisão unilateral. As aprovações também seriam aprovadas pelo governo estadual devido à falta de documentos comprobatórios da realização de atividades de recuperação. (ACB)

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A realização de novos protestos de estudantes no Colégio Estadual do Paraná (CEP) foi o motivo alegado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) para cancelar a reunião marcada para ontem à tarde. O encontro daria continuidade à negociação iniciada no dia 14, quando o secretário Maurício Requião recebeu a diretora da escola, Maria Madselva Ferreira Feiges, e representantes de pais, alunos e professores na Seed para apresentarem seus argumentos a respeito do conflito no colégio. Os alunos exigem o afastamento de Maria Madselva e eleições direta. Os membros da comissão de negociação esperaram cerca de 50 minutos antes que representantes da Seed comunicassem o cancelamento da reunião.

Segundo a superintendente da Seed, Yvelise Arco-Verde, o secretário recebeu as informações sobre o tumulto na escola somente às 14 horas, horário em que a reunião deveria começar, por isso foi cancelada em cima da hora. "O movimento maior aconteceu no fim da manhã, quando um grupo de alunos entrou nas salas de aula, intimidando os professores e pedindo para que os outros saíssem também", explica. Ela também afirma que houve estouro de três bombas caseiras nas dependências do colégio.

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Os alunos alegam que a versão apresentada pela secretaria é exagerada. "Existem pessoas de fora tentando denegrir o nosso movimento", afirma Joel Ramalho, representante dos alunos na comissão. Os alunos teriam se revoltado com a resposta divulgada na quarta-feira pela Seed a respeito das denúncias contra Maria Madselva encaminhadas à secretaria no dia 30 de outubro (leia texto ao lado). "Não tinha como controlar a bagunça hoje porque a revolta era muito grande", comenta uma outra aluna.

Segundo eles, um grupo de cerca de 200 estudantes ficou no pátio da escola após o intervalo das aulas da manhã para se manifestar contra a diretora. O tumulto começou quando alguns deles subiram às salas de aula para convocar os outros para o protesto e professores e alunos que estavam em sala se opuseram ao movimento. Durante a tarde a situação se repetiu, mas funcionários do Núcleo Reginal de Educação de Curitiba impediram que os alunos que estavam protestando no pátio subissem para convocar os outros.

Yvelise garante que a negocição só volta a ser feita quando houver tranquilidade na escola. "O clima para a reunião ficou insustentável", comenta. Em princípio, o encontro foi transferido para a próxima segunda-feira, sem horário definido.