Estilista Alexandre Herchcovitch apostou nas cores sóbrias| Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Um verão para uma lady. É mais ou menos esse o espírito do penúltimo dia da São Paulo Fashion Week (SPFW). A moda primavera-verão 2013/2014 que se viu na passarela é de elegância a toda prova. Moças e senhoras vestirão peças bem aprumadas, de bons tecidos, com cintura no lugar e corpo delineado com delicadeza. Pelo menos sob a ótica de Alexandre Herchcovitch e Vitorino Campos, que abriram os desfiles ontem.

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Herchcovitch fez uma seleção de mulheres chiques, quase todas de vestidos ou conjuntos de casaquetos e saias, sempre beirando os joelhos. Com a costura primorosa, delineou ombros levemente volumosos, cinturas de vespa e saias quase justas. A cartela de cores ficou entre preto, branco, cinza e alguns detalhes em roxo.

O estilista Vitorino Cam­pos partiu do chiado e da tela riscada de branco da tevê de antigamente para criar sua coleção desfilada virtualmente em uma galeria, em São Paulo, longe do prédio da Bienal. Formas geométricas, linhas simples e constituição elaborada – os tecidos leves como zibeline e acetato de seda foram trabalhados com entretelas e doblados para terem corpo e ao mesmo tempo manterem a suavidade – foram as marcas da coleção.

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Juliana Jabour veio com uma coleção mais urbana, ainda que também tenha preservado formas clássicas, a boa alfaiataria e peças lânguidas. A coleção perseguiu a essência minimalista dos anos 1990, mas foi pontuada também por peças com brilho e jeans trabalhados.

O dia teve ainda a moda da Osklen, com sua mistura de materiais tecnológicos e sustentáveis, linhas esportivas e uma pegada descontraída. Entre os outros desfiles, a irreverência da Amapô, que fez uma brincadeira ao misturar padronagens clássicas (como poás e listras) com uma estamparia inspirada no fundo do mar.

*A jornalista viajou a convite do evento.