Viagem ao Paraná
Sobre o fato de sair do prédio com três malas e voltar sem elas, Elize Matsunaga disse que tinha decidido viajar para o Paraná, mas que depois teria se arrependido e voltado para casa. Por causa do tempo entre o sumiço de Matsunaga e a prisão de Elize, a polícia não fez exames residuográficos nas mãos dela para tentar descobrir vestígios de pólvora.
Elize está presa em Itapevi (Grande SP). Até o fim da semana, a polícia pedirá à Justiça a prisão preventiva (até possível julgamento) ou a extensão da prisão temporária.
A polícia diz ter indícios de que o empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, diretor executivo da Yoki Alimentos, foi morto com um tiro e esquartejado porque sua mulher descobriu que ele a traía.
Desde ontem, Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, mãe de uma filha de um ano do executivo, está presa temporariamente (por cinco dias) por ordem da Justiça. À polícia, ela negou as acusações.
Os policiais do DHPP (departamento de homicídios) suspeitam que Elize contratou um detetive para seguir o executivo. E descobriu que, entre 17 e 18 maio, ele saiu com algumas mulheres.
Os investigadores também procuram um homem que, segundo depoimentos, teria ajudado Elize a se desfazer do corpo do executivo.
Uma testemunha viu quando um motociclista, vestido de preto e em uma moto escura, jogou sacos plásticos azuis em uma região de mata de Cotia, na Grande São Paulo.
Cabeça, uma perna e os dois braços do empresário foram encontrados na estrada dos Pires, uma região de mata em Caucaia do Alto, em Cotia, no dia 27 de maio.
Para os peritos, os pedaços do corpo foram separados com extrema precisão. Eles estavam em sacos plásticos azuis com um filete vermelho.
Durante uma operação de busca e apreensão ocorrida na segunda-feira, sacos parecidos foram encontrados no apartamento da vítima, na Vila Leopoldina (zona oeste de SP).
Segundo a perícia, as partes do corpo de Matsunaga foram mantidas sob refrigeração antes de serem jogadas na mata. O delegado Jorge Carrasco, chefe do DHPP, disse que existe uma quantidade "acima da média" de refrigeradores no apartamento da vítima e que isso chamou a atenção dos investigadores.
Elize e o marido faziam curso de tiros e ela, destra, é considerada uma boa atiradora. O tiro na cabeça do executivo foi dado a curta distância e pelo lado esquerdo. Para os policiais, esse também é outro indício contra Elize.
Câmeras do prédio
A polícia também afirma que as imagens das câmeras de segurança do prédio onde o casal vivia incriminam a mulher do executivo.
As câmeras registraram quando marido e mulher, com a filha e a babá, chegam ao prédio na noite de 19 de maio. Depois, a babá e a empregada deixam o local.
Algum tempo depois, Ma-tsunaga foi filmado ao descer para pegar uma pizza. Essa é a última imagem dele vivo.
No dia 20 de maio, por volta das 11h40, Elize foi filmada ao entrar em seu carro com três malas com rodinhas. Ela só retornou por volta da meia-noite, já sem as malas.
Enterro
Matsunaga foi enterrado ontem no cemitério São Paulo. Apenas o pai, Mitsuo, e o irmão, Mauro, compareceram, seguindo uma decisão da família. Havia mais sete pessoas, entre advogados e funcionários da empresa. Não houve velório, mas apenas uma cerimônia de cinco minutos, realizada por um bispo anglicano.
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