Gustavo Fruet
O curitibano Gustavo Fruet (PSDB) chega a sua terceira CPI em três mandatos como deputado. É o único dos três paranaenses titulares que é de oposição. Segundo ele, o fato de estar em minoria não vai sufocar o seu trabalho.
Será a sua última CPI?Espero que sim. CPI é um instrumento fundamental no trabalho de fiscalização do Congresso. Mas, quando ela é necessária, mostra também a fragilidade no sistema de prevenção, monitoramento e solução de problemas no Brasil. Neste caso da CPI do Apagão, mais ainda. Já se passaram mais de sete meses do acidente da Gol e não houve atitudes de curto, médio e longo prazo.
A oposição começa sufocada?Não sufocada no sentido de sentir-se com dificuldade de ação. Pelo contrário, a oposição demonstrou competência ao fazer o pedido da CPI, conseguir as assinaturas, e ir contra a tentativa de derrubar a comissão dentro da Câmara. Se a oposição se posicionar contra tudo e todos não se sustenta.
A CPI é holofote?Sem dúvida. Se isso é bom ou ruim, é o tempo que vai dizer. Fora o trabalho normal da Câmara, vai ser o único fato novo nos próximos meses. É evidente que isso acaba tendo um acompanhamento da imprensa. (AG)
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Nélson Meurer
Representante do Sudoeste do Paraná, o deputado Nélson Meurer (PP), participa da sua segunda CPI na Câmara dos Deputados como membro titular. Integrante da base governista, pretende manter o comportamento discreto que apresentou na comissão que investigou os Correios, em 2005.
Qual será o foco dessa CPI? Temos que descobrir quais os motivos do apagão aéreo e porque os controladores do tráfego entraram em greve. Também saber quais são os benefícios da desmilitarização. E, principalmente, o que aconteceu com o governo, se houve despreparo.
O senhor já sofreu na pele os problemas de tráfego aéreo que vêm ocorrendo no país?Ontem (quarta-feira) eu vim de São Paulo para Brasília e fiquei duas horas preso em Congonhas. Entrou uma neblinazinha e fechou o aeroporto. Isso ocorreu pela falta de equipamentos e provocou um caos. Temos de ver qual é o ponto fraco do sistema.
Qual a diferença entre esta CPI e a dos Correios, de que o senhor também participou?Nenhuma. Quer dizer, na teoria, são dois assuntos diferentes. A CPI dos Correios surgiu pela infelicidade de um diretor que recebia propina. A CPI do Apagão, espero eu, não vai tratar de tanta corrupção. É uma CPI técnica. (AG)
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André Vargas
O londrinense André Vargas (PT) é o único novato entre os três deputados paranaenses que são membros titulares da CPI do Apagão Aéreo. Vargas engrossa o discurso governista, pregando que as investigações sejam técnicas.
Como será encarar uma CPI com apenas três meses de mandato? É uma responsabilidade grande que o partido me atribuiu. Tenho a oportunidade para mostrar o meu trabalho e ajudar a resgatar o verdadeiro papel da CPI. Não devemos estar aqui só para procurar holofote, mas para fazer uma investigação que gere um resultado prático. Temos de solucionar essa questão.
O fato de a CPI começar por ordem do STF e ser comandada só por governistas não causa um desgaste de credibilidade?Essa CPI não começa desgastada, pode ter certeza. Já há uma investigação da Polícia Federal sobre o acidente da Gol em curso e nós vamos utilizá-la, complementá-la. O maior partido na bancada indica o presidente da comissão porque tem direito. Afinal, tem mais representantes porque foram eleitos pelo povo.
Como foi a sua escolha como membro desta CPI?Fui chamado pelo líder do partido. É algo importante, até porque o outro único escolhido pelo PT que está no primeiro mandato é o Carlos Zaratini (SP).(AG)
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