Onde ir
- Parque Estadual do Boguaçu
- Parque Estadual Pico Marumbi
- Parque Estadual Graciosa
- Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange
- Parque Nacional do Superagui
- Estação Ecologia da Ilha do Mel
- Estação Ecológica de Guaraguaçu
- Floresta Estadual do Palmito
Eles vivem por aqui
Conheça algumas espécies típicas do Litoral do estado
- Pássaros: araponga, colhereiro, guará, gaivota, papagaio da cara-roxa, socó, tié-sangue.
- Mamíferos: anta, boto cinza, bugio, cutia, lontra, macaco-prego, mão-pelada, mico-leão da cara preta, jaguatirica, onça-pintada, porcos-queixadas, puma.
- Répteis: cobra caninana, lagarto teiú, tartaruga.
Preservação
Beleza ameaçada
Apesar de toda a exuberância da fauna do Litoral paranaense, muitas espécies correm o risco de desaparecer. "Temos 182 espécies de mamíferos e 44 delas estão sob alguma forma de ameaça de extinção", explica a professora da UFPR Liliani Tiepolo. Uma das espécies mais raras da costa paranaense é o mico-leão da cara preta, encontrado somente na Ilha do Superagüi. "Restam apenas 300 ou 500 animais", diz.
Os principais inimigos da vida selvagem são o desmatamento, a caça e venda ilegal das espécies nativas. Liliani alerta que mamíferos como onça-pintada, pacas, veados e porcos queixadas correm sério risco de desaparecer em dez anos. "Por sorte eles não são fáceis de serem visualizados. Somente em trabalhos de campo extensos e permanentes é possível ver alguma espécie", conta a professora.
Quando se fala em vida selvagem a primeira coisa que vem à cabeça é um safári pela Savana Africana ou uma incursão pela Floresta Amazônica. Mas se esquece que aqui, bem perto das praias cheias e das vias asfaltadas, no pouco que sobrou da Mata Atlântica, fauna e flora realmente selvagens vivem praticamente intocadas e alheias à vida urbana.
O cenário parece amazônico: onças que dividem espaço com macacos e aves coloridas, em um local tomado pelo verde. Todos a bem poucos quilômetros dos guarda-sóis. "Existe uma biodiversidade muito grande neste trecho da Mata Atlântica que fica aqui no Sul", afirma a bióloga Elenise Sipinski, coordenadora do projeto de conservação do papagaio de cara-roxa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). A ave em questão, por exemplo, é encontrada somente por aqui. Quem arriscar um passeio até a Ilha do Pinheiro, no Litoral paranaense, poderá presenciar uma revoada desses pássaros de plumagem colorida e exuberante. Por lá, vivem cerca de 5 mil deles.
Nas contas e estudos de Elenise, a Mata Atlântica, com suas paisagens tropicais e ambiente úmido, é a guardiã de aproximadamente 15% das formas de vida do planeta e entre eles 1,4 mil espécies de animais, muitas delas selvagens. "São bichos originais desta área, que sofreu pouca interferência humana", diz.
Cara a cara
Pode até acontecer de você cruzar com uma serpente ou uma coruja buraqueira no seu caminho para a praia, mas, como bons selvagens que são, esses animais preferem o sossego da floresta. Para vê-los é preciso um mínimo de esforço para percorrer uma trilha e alguma sorte de estar no lugar certo, na hora certa. O melhor jeito, segundo a bióloga e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Liliani Tiepolo, que trabalha com a fauna do Litoral desde 1995, é passear pelos parques, reservas e áreas naturais protegidas. "Eles são praticamente o último grande refúgio da vida selvagem do estado", afirma. Os mamíferos mais fáceis de se avistar são o macaco-prego, o gambá, a cotia e o cachorro-do-mato, principalmente durante caminhadas em trilhas no meio da mata. Olhando para cima e prestando atenção aos cantos, você pode se deparar com algum pássaro diferente. Mas é bom saber que eles evitam contatos com estranhos.
Outra dica, de acordo com a bióloga Elenise, é seguir para um lugar conhecido que mantenha suas características naturais preservadas. "A Estrada da Graciosa é um lugar maravilhoso para ver animais da Serra do Mar", indica. Também é fácil avistar alguns dos bichos nas ilhas do Mel e Superagüi. Para quem quiser ver pássaros, a bióloga recomenda fazer trilhas em horários em que o sol for fraco, andar em poucas pessoas, fazer silêncio, ter como companhia alguém que conheça bem o caminho, levar binóculos e usar roupas de cores discretas. "E nunca é demais lembrar que a única coisa que se tira desses animais são fotografias", reforça.
A voz da experiência
Fotógrafo desde 1978, Zig Koch clica animais selvagens do Litoral do Paraná desde 1985. Em suas expedições, já chegou a ficar até dez dias acampado na mata à espera do momento ideal para capturar a imagem perfeita de um bicho. Uma das fotografias mais memoráveis foi a do mico-leão de cara preta na Ilha do Superagüi, em Guaraqueçaba. Koch esperou um ano e meio até conseguir fotografar, em 1992, a espécie recém-descoberta. "Deu certo porque os índios tinham pego um filhote", relembra.
Antes de se aventurar na busca e registros da vida selvagem, o fotógrafo recomenda estudar o bicho ou planta, saber seus costumes, onde vivem, planejar uma ação e ter muita paciência. Conseguir um registro de um mamífero solto na natureza, por exemplo, é difícil. Por isso, ele explica que a maioria dos trabalhos desse tipo é feito com animais em cativeiro. Segundo ele, restam poucas áreas preservadas na costa do Paraná e os locais mais intactos estão na parte Norte do Litoral.
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