Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Esporte

Surfe, o futebol do Litoral

Surfistas paranaenses driblam dificuldades pelo sonho de representar o estado no Brasil e exterior. As influências vêm de nomes como Peterson Rosa e Jihad Khodr

Peterson Crisanto, uma das promessas do surfe paranaense, é  campeão brasileiro e vice mundial em sua categoria | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Peterson Crisanto, uma das promessas do surfe paranaense, é campeão brasileiro e vice mundial em sua categoria (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Final do Circuito Paranaense de Surfe, no sábado, reuniu nas águas de Shangri-lá as maiores promessas do surf no estado |

1 de 1

Final do Circuito Paranaense de Surfe, no sábado, reuniu nas águas de Shangri-lá as maiores promessas do surf no estado

Matinhos - Basta uma voltinha na beira da praia em um dia de boas ondas para chegar à conclusão: o surfe é o futebol de quem nasce no Litoral. Popular entre homens e mulheres, jovens e adultos, o esporte é paixão para os veranistas e coisa muito séria para os moradores da praia. O sonho é rodar o mundo com prancha e parafina, seguindo o exemplo de outros paranaenses ilustres que despontaram no esporte.

No último sábado, dezenas desses sonhadores disputaram a final do Circuito Paranaense de Surfe, em Shangri-lá, balneário de Pontal do Paraná. Em jogo estava o título paranaense – que é disputado em três etapas – e uma vaga para o Super Surf, maior campeonato nacional do esporte. Gente inspirada nas histórias do tricampeão brasileiro de surfe Peterson Rosa e, mais recentemente, do bicampeão brasileiro Jihad Khodr. Ambos saíram das areias de Matinhos.

"No Litoral, é o surfe que levanta a torcida", destaca Khodr, comparando a modalidade com o esporte mais popular no Brasil, o futebol. O surfista também já sentiu na pele os desafios de quem ainda tenta se destacar. Entre eles a falta de patrocínio e a localização, fora do eixo Rio-São Paulo, principal pólo do surfe no país. O segredo, garante, é suar a camisa e treinar.

Promessa

Entre os novos rostos está o de Peterson Crisanto. O jovem de 16 anos, nascido em Matinhos, está seguindo os passos e dicas de seus conterrâneos. Desde os 4 anos ele pega ondas. Herança do pai, também surfista, que vendeu a sua única roupa de borracha para poder comprar uma prancha para o filho. "Além disso, tem a influência de toda a galera da praia, que gosta de surfar. Por isso o nosso esporte desde criança é o surfe", diz.

Apesar da pouca idade, Crisanto já é experiente. Neste ano se profissionalizou e já coleciona bons resultados. "Fui vice-campeão mundial (categoria amadora, até 16 anos), lá na França, e fui campeão brasileiro (também categoria juvenil amadora)", diz. Trocar o surfe? Nem pensar. O jovem garante que pretende seguir com o esporte. "O contato com a água é muito bom. Você relaxa, descansa, entra em contato com a natureza", diz.

Levado a sério

Também morador de Matinhos, Alex Lima é outro que pretende viver do esporte. O atleta de 28 anos de idade surfa desde criança. Lima tem sonhos parecidos com os de Cristiano. Para isso, a sua rotina é sempre a mesma: acordar cedo para um aquecimento e cair no mar. O sonho é alcançar o êxito de seus conterrâneos ilustres. Até agora, já levou várias competições. Foi nove vezes campeão paranaense amador e campeão catarinense profissional.

A última conquista foi a segunda colocação no circuito paranaense profissional de surfe, que terminou no último sábado. "Foi uma prata com sabor de ouro, pois estava havia dois anos parado devido a uma lesão no joelho", conta.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.