Mercadante: colocar o cargo à disposição é “formalidade”| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou ontem que ao menos 15 ministros, incluindo ele mesmo, já apresentaram uma carta colocando o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff. Segundo Mercadante, o gesto é meramente "diplomático" e de "agradecimento por ter participado" do atual governo. Todos os 39 ministros devem fazer o mesmo para que Dilma realize a reforma ministerial para compor a Esplanada no segundo mandato.

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"Estão chegando muitas [cartas] hoje [ontem], mas seguramente mais de 10, 15 ministros já apresentaram. Tem algumas que foram direto para o gabinete da presidenta. É uma formalidade, foi uma sugestão minha, da Miriam Belchior [ministra do Planajamento]. Mas faz quem quiser", disse o ministro, em coletiva de imprensa concedida no Palácio do Planalto. "É um gesto de gentileza, e não tem prazo, não. O governo vai até 31 de dezembro. É uma forma de demonstrar publicamente esse espírito que foi a campanha da presidente Dilma, de uma equipe nova e um governo novo. Ela tem a total liberdade [de mudar a equipe], pode trocar o ministro que quiser na hora que achar oportuno", comentou Mercadante.

De acordo com o titular da Casa Civil, a maioria dos ministros se manifestou "totalmente favorável" à ideia. Questionado quais os ministros que teriam já encaminhado a carta, Mercadante respondeu: "Quais as cartas que chegaram eu não vi. Toda hora está chegando, isso aí não é um problema. Os que não quiserem não precisa, não é obrigatório. Isso já vinha acontecendo desde a semana passada." Mercadante destacou que não há "ordem" para os colegas entregarem as cartas e que a presidente fará a "reforma que deve fazer na hora que deve fazer".

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Dilma minimiza caso Marta

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Doha (Catar), que não deu prazo para ministros entregarem os cargos e afirmou que soube com antecedência do teor da carta de demissão de Marta Suplicy do Ministério da Cultura. Ela minimizou as críticas feitas por Marta à política econômica. "As pessoas têm direito de dar opinião", afirmou Dilma.