Brasília (AE) Além da crise na área econômica, o governo enfrenta um sério problema político por causa da distribuição de cargos.
Para poder reorganizar a base, o governo guardou cargos importantes em agências reguladoras, que pretendia distribuir no fim do ano. Mas a crise política contaminou o processo, o governo não entregou os cargos e criou disputas pesadas entre os aliados. Nem mesmo em meio à luta para domar três CPIs no Congresso o governo conseguiu uma solução política para usar os cobiçados cargos de diretor das agências reguladoras para negociar apoio.
Pior, a disputa em torno de alguns destes postos, como a presidência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), só alimenta a crise e a briga no ministério. São 12 vagas de diretor de agências reguladoras, sem contar duas outras diretorias que perderão titulares nos próximos dias e mais dois cargos de direção no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT)
No caso da Anatel, a disputa envolve o PMDB e dois ministros. Nem mesmo no PMDB do ministro das Comunicações, Hélio Costa, a situação é pacífica.
Enquanto Costa defende a indicação de um técnico, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador José Sarney (PMDB-AP) não escondem a irritação com o Planalto por não conseguirem emplacar o ex- deputado que ocupou a secretaria-geral do ministério, Paulo Lustosa.
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, trabalha para que o comando da agência fique com o atual presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Wagner José Quirici.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que faz oposição a Palocci, também não aceita o seu indicado. A agência está sem presidente desde 4 de novembro, quando terminou o mandato de Elifas Gurgel do Amaral.
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