Carlos Sampaio, deputado federal| Foto: Jane Araújo

Pinga-fogo

"Fosse eu ou Rachel Sheherazade a falar a mesma coisa e o mundo petista nos executaria também. Esquerdopatas são assim."

Marco Feliciano (PSC-SP, deputado, sobre a declaração da deputada Maria do Rosário (PT-RS) sobre o traficante Marco Archer, executado na Indonésia. Ela disse que Archer "não era herói, era traficante".

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Marco Feliciano, deputado federal
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O PSDB concluiu a formação do grupo que será responsável pela auditoria do resultado das eleições presidenciais do ano passado. Os trabalhos começaram nesta semana em Brasília. Mas o partido está dividido sobre o que fazer depois da conclusão da análise. Oito especialistas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e da Poli/USP estão analisando 30 gigabytes de material. O grupo, que será remunerado pelo PSDB, terá 60 dias para apresentar o resultado. Será escrutinado um volume de informação equivalente a 7 mil edições da Bíblia. Quando o coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves, o deputado federal Carlos Sampaio (SP, foto), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a auditoria, quatro dias depois do pleito, a decisão incomodou parte dos tucanos. Além de reclamarem que não houve debate interno sobre o tema, membros do PSDB diziam, reservadamente, que o resultado da investida podia ser um "tiro no pé". Presidente da sigla, Aécio chancelou a iniciativa. Embora o repúdio à ação do PSDB, considerada "oportunista", seja unânime no PT, o partido questiona internamente há vários anos a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Desde 2002, o PT tem um núcleo encarregado de fiscalizar as mudanças do sistema.

TC sem nova sede

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O novo presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Ivan Bonilha, que tomou posse na semana passada, disse que não vai retomar a discussão para construir um novo prédio ao lado da sede atual, no Centro Cívico de Curitiba. A ideia sofreu um revés quando um diretor do tribunal foi pego acusado de receber uma mala de dinheiro da construtora que venceu a licitação. Desde então, não se falou mais na obra, que iria custar R$ 36 milhões. "Aquele projeto está descartado", disse ele ontem ao blog Caixa Zero, da Gazeta do Povo.

Sem fusão, com bloco

O ex-ministro do Esporte Orlando Silva negou ontem, em Curitiba, a possibilidade de o seu partido, o PCdoB, se fundir com Pros, como vem sendo especulado nos bastidores da Câmara dos Deputados. Segundo Silva, que assumirá neste ano uma vaga de deputado federal por São Paulo, está havendo apenas uma articulação para PT, PCdoB e Pros formarem um bloco na Câmara. O grupo pode ter ainda a participação do PDT. Silva esteve ontem em Curitiba acompanhando o candidato do PT à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

Fundação "republicana"

O secretário de Comunicação do governo do Maranhão, Márcio Jerry, disse ontem que a Fundação José Sarney (que em outubro de 2011 teve seu nome mudado para Fundação da Memória Republicana Brasileira) vai ser reaberta à visitação pública nos próximos dias, mas "dentro de um conceito realmente republicano" e "sem culto a particulares". Na sexta-feira, a fundação decidiu fechar as portas, após o governo Flávio Dino (PCdoB) ter demitido os 48 servidores comissionados.

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Colaboraram: Chico Marés e Rogerio Waldrigues Galindo.