“Até agora, ele não conversou comigo nem com a maioria da bancada do PMDB", Waldyr Pugliesi, presidente do PMDB estadual, sobre a chapa de Nelson Garcia à presidência da Assembleia| Foto: Daniel Derevek / Gazeta do Povo

Em nota divulgada ontem, o líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa do Paraná e presidente estadual da legenda, deputado Waldyr Pugliesi, reiterou o apoio peemedebista à candidatura de Valdir Rossoni (PSDB) à presidência da Casa. A decisão praticamente enterra as tentativas do deputado Nelson Garcia (PSDB) de viabilizar seu nome como candidato. A eleição para a Mesa Diretora da Assembleia está marcada para 2 de fevereiro.

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No documento, Pugliesi afirma que são "inverídicas" as informações de que o PMDB pretende reabrir a discussão sobre quem o partido vai apoiar. Com isso, o parlamentar desmente que a legenda esteja interessada em passar a apoiar Nelson Garcia em troca de cargos mais importantes na Mesa. Segundo fontes ligadas ao tucano, ele teria oferecido ao PMDB em sua chapa a primeira vice-presidência e a primeira-secretaria da Casa. Na nota, Pugliesi ressalta que a bancada, que será composta por 13 deputados, faz parte da chapa de Rossoni com Artagão Junior na primeira-vice-presidência e Stephanes Junior na terceira-secretaria.

O documento diz ainda que o apoio a Rossoni foi definido pelo fato de a chapa liderada pelo tucano representar "a continuidade das mudanças que estão ocorrendo no âmbito do Poder Legislativo".

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Candidato fantasma

Nelson Garcia seria o candidato dos deputados "descontentes" e teria lançado sua chapa, em parte, para negociar mais cargos na administração estadual. O deputado teria aproveitado um racha no PSDB, apostando no apoio do ex-presidente da Assembleia Hermas Brandão, antigo tucano e desafeto de Rossoni.

Garcia não dá entrevistas sobre a sua candidatura. O lançamento de seu nome foi feito apenas por meio de uma nota atribuída à assessoria de imprensa do deputado. "Até agora, ele não conversou comigo nem com a maioria da bancada do PMDB", afirmou Pugliesi.

A indefinição de Garcia em se dizer abertamente candidato teria, inclusive, levado peemedebistas propensos a apoiá-lo a desistir da ideia temendo retaliações por parte do governador Beto Richa (PSDB) e de seus aliados.

A última esperança de Garcia seria a força que Hermas Brandão ainda exerce dentro da Assembleia. No entanto, sem o PMDB, vencer a disputa contra Rossoni torna-se praticamente impossível, dizem os deputados.

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