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A instabilidade no sistema prisional de São Paulo não é a única herança de Geraldo Alckmin a dar dor de cabeça para Cláudio Lembo. Em privado – porque o assunto não combina com o discurso de campanha –, tucanos e pefelistas reconhecem que o estado vive uma situação financeira apertada. Lembo recebeu o governo paulista com um Orçamento típico de ano eleitoral: receitas superestimadas e generosa previsão de despesas. Constatada a disparidade dos números, está sendo obrigado a fechar torneiras e a dizer um não atrás do outro. A Assembléia não quer ouvir. Deputados do próprio PFL encostam a faca no pescoço do governador.

Engessado

A mais recente ameaça do PFL – que na Assembléia opera em inusitada parceria com o PT – a Lembo é aprovar uma LDO que reduza a margem de manobra do Executivo em 2007.

Fantasma

A ameaça mais antiga, que retorna à pauta a cada pedido negado aos deputados, é a de abrir a comporta das CPIs represadas na Assembléia ao longo do governo de Geraldo Alckmin.

Entornou 1

A decisão de Aécio Neves de lançar a mulher do vice-governador Clésio Andrade, Adriene (PL), ao Senado, foi a gota d’água para o PFL. Jorge Bornhausen antecipou reunião da Executiva para amanhã e ameaça deixar a coligação em Minas.

Entornou 2

Quando descartado na escolha do vice, o PFL engoliu em seco em nome do favoritismo de Aécio. Mas esperava emplacar Eliseu Resende para o Senado. O pefelista Heráclito Fortes viajou ontem a Santa Catarina para acalmar Bornhausen.

Acerto

A escolha de Aécio é atribuída pelos pefelistas a alguma dívida com Clésio – a quem o PFL expulsou em comum acordo com o governador, quando ambos romperam. Clésio introduziu Marcos Valério aos tucanos.

Urticária

Os envolvidos na campanha de Alckmin não querem nem ouvir falar na idéia de um novo partido, formado por setores de PT, PMDB e PSDB, para dar sustentação ao eventual segundo mandato de Lula. Consideram-na uma forma disfarçada de dar a eleição por liquidada.

Profetas

Os maiores divulgadores da tese da reorganização partidária são o ministro Tarso Genro, pelo lado petista, e Aécio Neves, pelo tucano.

Um pé dentro

O PSB não ingressou na coligação formal de Lula, mas indicou o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, que assumiu interinamente a presidência do partido, para um assento na coordenação da campanha do presidente.

Alvo

A campanha do governador Mendonça Filho (PFL) escolheu Eduardo Campos (PSB) como adversário a atacar. A idéia é desidratar o ex-ministro e então polarizar a disputa em Pernambuco com Humberto Costa (PT).

Pé-de-coelho

O candidato do PSB ao Senado em Pernambuco, Jorge Gomes, carrega a fama de nunca ter perdido eleição difícil. A história gerou piada: ao saber que seu opositor será o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), mais que favorito, Gomes teria pensado em desistir.

Explícito

O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, diz a quem quiser ouvir que não fará a campanha do correligionário Lúcio Alcântara no Ceará. Seu palanque, e o de Alckmin, no estado será o do candidato ao Senado Moroni Torgan (PFL).

Etiqueta

Para não ferir suscetibilidades em uma aliança que reúne cerca de 15 legendas, o líder nas pesquisas em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), evita chamar os parceiros de nanicos. Trata-os por emergentes.

TIROTEIO

* – Alckmin cresceu enquanto Lula estava inaugurando pedra fundamental todo dia e gastando horrores em propaganda. Desde sábado acabou essa festa.

Do deputado Rodrigo Maia (RJ), líder da bancada do PFL na Câmara, valorizando a reação do candidato tucano nas pesquisas

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