A pesquisa CNT-Sensus divulgada nesta terça-feira mostra uma deterioração na percepção dos entrevistados sobre a corrupção no governo Lula. Para 35,9% dos entrevistados, a corrupção aumentou muito no atual governo, aumentou um pouco para 18,6% e ficou como sempre esteve para 32,5%. Na pesquisa de julho, 20,2% disseram que a corrupção tinha aumentado muito no atual governo, 20,1% disseram que aumentara um pouco e 41,8% disseram que ficara como sempre esteve. Para 48,9% dos entrevistados, a corrupção no Brasil no governo atual é maior do que no governo passado. Apenas 16,8% acham que é ela menor agora. O percentual dos que consideram que não houve mudança nos dois governos caiu de 34,4% em maio para 27,6% agora.

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A corrupção continua mais associada ao Congresso e ao PT do que ao Executivo. Para 39,1%, ela está diretamente relacionada ao PT, para 24,2%, ao Congresso (senadores e deputados), para 13,5%, ao presidente Lula, e para 10,7%, ao governo. Também aumentou o percentual dos que consideram que Lula tinha conhecimento das denúncias de corrupção. O número subiu 33,6% em julho para 49,5% em setembro.

A maioria dos entrevistados se divide em relação à atitude do presidente diante da corrupção. Ele tem agido adequadamente para 44,8%. Em julho, esse índice era de 47,8%. Para 45,1%, o presidente Lula não tem agido adequadamente diante das denúncias. Esse índice era de 31,9% em julho. A pesquisa também constatou que há descrença em relação a discurso do presidente: 38,9% não acreditam no discurso dele, 31% acreditam e 26% acreditam em parte.

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A pesquisa mostrou ainda que 79,6% dos entrevistados têm acompanhado ou ouviram falar dos trabalhos das CPIs. Entre esses 79,6%, a atuação das CPIs é regular para 32,6%, boa para 23%, péssima para 18,5%, ruim para 11,1% e ótima para 9,2%. Na opinião dos que ouviram falar das CPIs, 55,1% acham que alguns parlamentares envolvidos em denúncias serão cassados, 24,1% acham que nenhum será cassado e 15,5% disseram que todos os envolvidos serão cassados.

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