A Polícia Federal informou ter detido nesta quinta-feira empresários, contadores, advogados e um deputado eleito que integrariam uma quadrilha responsável por crimes financeiros, com ramificações na Espanha e no Uruguai.
Entre os presos no caso encontra-se o advogado Juvenil Alves Ferreira Filho, dono do escritório de advocacia Juvenil Alves e recém-eleito deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), segundo um porta-voz da PF.
No final da tarde de quinta, o PT divulgou nota informando que seu diretório em Minas Gerais suspendeu "preventiva e temporariamente" a filiação do deputado eleito à legenda.
"A suspensão se dá por cautela em face dos últimos acontecimentos envolvendo o citado candidato eleito em investigações da Polícia Federal", afirma a nota divulgada no site do PT.
No site do escritório de advocacia, o advogado-deputado oferece serviços de "planejamento tributário internacional para as empresas brasileiras nas suas operações nacionais e internacionais", incluindo criação de holdings estrangeiras.
Cerca de 20 pessoas foram presas na "Operação Castelhana" em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Alagoas e Distrito Federal.
A ação da PF envolveu 250 agentes federais e 120 auditores da Receita Federal.
O grupo operava por meio de sociedades anônimas estabelecidas no Uruguai e na Espanha, criadas em nome de "laranjas" "para ocultar e dissimular valores e bens dos empresários brasileiros" envolvidos no caso, disse a polícia em uma nota.
A Receita Federal estimou que as ações da quadrilha causaram prejuízo de mais de 1 bilhão de reais aos cofres públicos.
Os detidos foram acusados de lavagem de dinheiro, informação falsa em contratos de câmbio, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha, entre outras acusações.
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