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Deputados comemoram a aprovação do processo de impeachment | Evaristo Sa/AFP
Deputados comemoram a aprovação do processo de impeachment| Foto: Evaristo Sa/AFP

Vitoriosa no segundo turno das eleições de 2014 contra Aécio com 51,64% dos votos válidos, a presidente Dilma Rousseff saiu derrotada da Câmara neste domingo (17) com 72,8% a favor de seu impeachment. Algo próximo da pesquisa Datafolha de uma semana atrás, que indicou a vontade de 60% da população vê-la fora da presidência.

Mesmo em estados onde ela obteve ampla vantagem nas últimas eleições, como o Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, onde obteve respectivamente 65,02%, 64,26%, 70,20%, 69,96% e 67,01%, lhe impuseram derrotas fragorosas, de até 100%, no caso do Amazonas, e 87,5%, no Rio Grande do Norte.

Os únicos estados nos quais os deputados de certa forma mantiveram o padrão das eleições foram Amapá, Bahia e Ceará. Nestes três estados, os votos contra o prosseguimento do processo de impeachment superaram os votos a favor. No Amapá, onde o aliado José Sarney é forte, os votos contra somaram 57,1% (nas eleições, Dilma obteve 61,45%); na Bahia, 59,5% (70,16%); e, no Ceará, 55% (76,75%).

Nos dois estados onde houve empate, Piauí e Acre, os cenários foram opostos. No Acre, Dilma foi mal no segundo turno das eleições, ficando com apenas 36,32% dos votos. Já no Piauí, a então candidata do PT recebeu 78,30%.

Mesmo no Maranhão, onde Dilma ganhou em 2014 com 78,76%, os votos contra o impeachment somaram 55,6%.

No Paraná,o impeachment foi a escolha de 86,70% dos deputados.

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