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A um mês da eleição, as pesquisas de intenção de votos indicam que, se a votação fosse hoje, dez candidatos das 26 capitais seriam eleitos já no primeiro turno. Desses que estão na dianteira, sete deles estão disputando a reeleição no cargo, portanto, com a ajuda da máquina. Alguns com até 80% das intenções de votos. Em Curitiba, por exemplo, Beto Richa (PSDB) segue como líder isolado, com 71% das intenções de votos. Gleisi Hoffman (PT) mantém a segunda posição, com 15%. O caso mais curioso é o de Cícero Almeida (PP), que pelo Ibope desta semana seria reeleito com 80% dos votos, sem apoio dos dois principais caciques alagoanos, o governador Teotônio Vilela (PSDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Seu padrinho é o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL).

Também estão com crescimento vertiginoso candidatos que começaram em baixa, mas que contam com a ajuda dos governadores e atuais prefeitos. Estão surpreendendo Eduardo Paes (PMDB), no Rio, que ameaça a liderança do até então favorito Marcelo Crivela (PRB), e Márcio Lacerda (PSB), em Belo Horizonte, que já pulou para 40% das intenções de voto, tendo começado a corrida com tímidos 6%.

Capitalizando o voto dos indecisos e o prestígio dos seus padrinhos, o governador tucano Aécio Neves e o prefeito petista Fernando Pimentel, Márcio Lacerda cresceu mais de 30 pontos em menos de duas semanas. Aécio e Pimentel monopolizaram o espaço de Lacerda na TV nos primeiros programas e o resultado veio a galope.

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB), tem a preferência de mais da metade dos eleitores nesse momento, registrando 67% das intenções de voto, enquanto a segunda colocação é do candidato Nazareno (PT) com 15%. Em João Pessoa, o também prefeito Ricardo Coutinho (PSB) está com 70% das intenções de voto. Na segunda colocação, com um patamar de votos inferior, está o candidato do PSDB, João Gonçalves, com 12%.

Campeão das intenções de voto

O campeão disparado de intenções de voto, Cícero Almeida, de Maceió, teve uma ascendência vertiginosa na política. Estreou em 2000 candidatando-se a vereador. Dois anos depois, elegeu-se deputado estadual e, em 2004, prefeito. Com um histórico de cumprir metade do mandato, com exceção do cargo de prefeito, agora diz que não pretende abandonar a prefeitura em 2010 para tentar o governo do estado, apesar de sua popularidade. O candidato tem uma aliança com 16 partidos, incluindo o PTB do senador Fernando Collor, de quem espera um engajamento maior.

- O partido do ex-presidente faz parte da coligação, mas, até o momento, ele não gravou nem depoimento. Espero que ele entre na campanha - disse o prefeito, radialista há 28 anos, 22 deles dedicados a reportagens policiais, o que garantiram boa popularidade.

Coutinho diz que, com o fim dos showímicios e a farta distribuição de brindes, o eleitor agora tem que prestar mais atenção nas realizações de quem busca a reeleição.

- Como não tem mais artista e brinde, haja gogó para falar das propostas e canela para percorrer os bairros da cidade. Ave Maria, estou quebrado de tanta caminhada! Mas percebo que existe um movimento surdo no Brasil de elevação das exigências, principalmente daquela camada mais pobre, que era comprada com o brinde, como show. Quem não perceber isso vai ficar pra trás - diz Coutinho.

Silvio Mendes, em Teresina, tem o apoio de 13 partidos, da base e da oposição ao governo Lula, e diz que tem uma relação ótima com o governador petista Wellington Dias.

- Minha relação pessoal e administrativa com o governador não tem crise. Temos ótimas parcerias. Esses 67% de intenção de votos é o resultado de muito trabalho. A prefeitura de Teresina está com as contas em dia, não tem dívidas e tem planejamento. Recebo críticas na saúde, porque deleguei para o secretário e ele realmente não fez o que se esperava. É o meu ponto fraco. Mas a boa administração no geral, com mais de 300 obras, é meu grande trunfo - diz Silvio Mendes.

Com 70% ou próximo a isso estão também os prefeitos de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), e o de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), com 66%. Nelsinho Trad, com o é conhecido, conta com o apoio do governador André Puccinelli (PMDB), e disputa a eleição com larga vantagem sobre o segundo colocado, o petista Pedro Teruel, que até batizou oficialmente sua coligação com o nome do presidente Lula, mas não chegou ainda aos dois dígitos nas pesquisas.

Em Vitória, João Coser (PT) tem uma coligação de 19 partidos e está com cerca de 60%, conforme pesquisa do Ibope. O outro único candidato, do PPS, Luciano Rezende, está, por enquanto, com 12%.

Em Manaus, a situação é diferente. Não é o atual prefeito Serafim Corrêa (PSB), quem lidera. Aliás, ele está bem atrás na disputa. O ex-governador Amazonino Mendes (PTB), segundo o Ibope, tem 58% contra Omar Aziz (PMN), segundo colocado, que soma 16% e tem o apoio do governador Eduardo Gomes (PMDB).

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