Com os votos que faltavam para a conclusão do penúltimo capítulo do mensalão, o julgamento chegou a mais três situações de empate, deixando indefinida a situação de três réus acusados de lavagem de dinheiro. Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes, Paulo Rocha e João Magno, ex-deputados federais pelo PT terão de esperar o fim do julgamento para a definição da situação.
Se o caso permanecer empatado, beneficiam-se os réus, já que, nesse caso, a tendência é de absolvição. Do contrário, espera-se o voto de minerva do presidente da corte, Carlos Ayres Britto, que já votou pela condenação. Além do presidente, também votaram pela condenação Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Esses ministros entenderam que os recursos recebidos não saíram do PT, mas do esquema de desvio de recursos públicos que, misturados a empréstimos fictícios, foram utilizados para a compra de apoio político no Congresso nos primeiros anos do governo Lula, como definiu o Supremo ao longo do julgamento.
Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto receberam R$ 820 mil, R$ 360 mil e R$ 800 mil, respectivamente, do empresário Marcos Valério, considerado o operador do esquema, por ordem do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Na sessão de hoje, Mello chegou a dizer que os três tiveram "comportamento criminoso".
Mendes afirmou que os elementos eram claros de que eles tinham o objetivo de evitar o rastreamento do dinheiro. O ministro apontou reuniões dos réus com Valério, recebimento de dinheiro em quartos de hotel, além da precária situação financeira do PT.
Sem provas
Os ministros Ricardo Lewandowski, revisor, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Marco Aurélio entenderam que não havia provas de que eles sabiam da origem ilegal do dinheiro porque teriam pedido recursos para a pessoa correta, o tesoureiro do partido do qual fazem parte. Como o PT havia obtido empréstimos nos bancos Rural e BMG, poderiam supor que o dinheiro era legal.
A discussão sobre lavagem já havia dividido o plenário anteriormente, deixando empatado a acusação contra o ex-deputado José Borba. Na ocasião, Ayres Britto informou que os empates só serão analisados após a conclusão de todos os capítulos.
Absolvições
Por unanimidade, os ministros votaram para inocentar o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), que foi líder do governo na Câmara, e dois assessores que receberam recursos do mensalão, Anita Leocádia e José Luiz Alves, por falta de provas. Eles são acusados no mesmo capítulo do ex-ministros e ex-deputados. Com relação a eles, os ministros entenderam não haver prova de que eles sabiam que o dinheiro era ilícito.
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