BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que esteja apreensivo com a possibilidade de seu nome estar incluído na lista do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Cunha disse estar tranquilo e que já foi vítima de ‘alopragem‘ e está pronto para esclarecer. Cunha negou, no entanto, que tenha sido avisado que seu nome estaria na lista.
— Nenhuma apreensão, estou absolutamente tranquilo. Já fui vítima de uma “alopragem“ há dois ou três meses atrás (sic) e se essa “alopragem“ não foi suficientemente esclarecida que o seja. E qualquer outra “alopragem“ que possa aparecer estarei pronto sempre a esclarecer. Ninguém está imune absolutamente a nenhum tipo de investigação — disse Cunha, acrescentando:
— Só não posso deixar que a mentira ganhe corpo. Não fui avisado por ninguém, ninguém me avisou de nada. Se eventualmente está ou não está (o nome dele na lista) é um outro problema.
Cunha classificou de absurda a hipótese de um parlamentar vir a renunciar caso o nome venha a aparecer na lista.
— Isso é um absurdo — reagiu Cunha.
Durante todo o dia desta terça-feira, a entrega da lista por Janot ao Supremo foi tema de conversas em rodas de deputados. Todos querendo saber se a lista já teria sido entregue, quais nomes tinham aparecido. Na reunião de líderes partidários, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), defendeu que se os escolhidos para presidir as comissões permanentes da Câmara estivessem na lista do procurador, que fossem substituídos por outros nomes.
— Defendi o cuidado em indicar nomes de deputados para as presidências das comissões de deputados que estejam na lista do procurador. Eu falei que seria a corda em casa de enforcado. O silêncio foi sepulcral — contou Alencar.
Mais tarde, em discurso na tribunal do plenário, o líder do PSOL cobrou a imediata publicização dos nomes dos políticos envolvidos e voltou a defender o afastamento imediato dos investigados das funções de mando ou direção que ocuparem ou vierem a ocupar no Executivo e no Legislativo. Chico Alencar avisou ainda que o partido fará representações no Conselho de Ética da Câmara contra políticos denunciados pelo Ministério Público.
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