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Gim Argello substituiu no mês passado Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou depois de ser flagrado numa conversa telefônica tratando da partilha de um saque de R$ 2,2 milhões no Banco de Brasília (BRB).

Ele é apontado como intermediário da transação envolvendo Roriz, considerada irregular por não ter sido declarada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O novo senador também é suspeito de grilagem de terra. No dia da posse, o PSOL entregou uma representação pedindo abertura de processo contra ele.

A maioria dos membros da Mesa Diretora, no entanto, acataram parecer da Advocacia-Geral do Senado de que as denúncias contra Argello são anteriores ao seu mandato e que, por isso, ele não pode ser alvo de processo por quebra de decoro. A reunião foi presidida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de três processos no Conselho de Ética.

Renan, aliás, votou pelo arquivamento, assim como Papaléo Paes (PSDB-AP) e Efraim Morais (DEM-PB). Votaram a favor do processo os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Tião Viana (PT-AC). E Magno Malta (PR-ES) e César Borges (DEM-BA) se abstiveram.

"Votei pelo arquivamento, mas respeito a decisão da Mesa de que fatos anteriores ao mandato não podem abrir um processo", disse Álvaro Dias. Ao deixar a reunião, Renan não quis comentar o assunto.

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