A oposição quer acionar o Judiciário e cobrar da Polícia Federal a conclusão das investigações sobre a autenticidade da chamada "Lista de Furnas". Reportagem da revista "Veja" afirma que a falsificação da lista com nomes de políticos oposicionistas que teriam recebido recursos de caixa dois por meio da estatal teria origem em dois deputados que atuavam no PT mineiro em 2006, época da divulgação do material.

CARREGANDO :)

O documento foi apresentado durante a crise do mensalão do PT para tentar fazer um contraponto às denúncias do esquema operado pelo publicitário Marcos Valério.

De acordo com a revista, gravações feitas pela Polícia Federal em 2006 mostram o lobista Nilton Monteiro em contato com pessoas ligadas a Rogério Correia, atual líder da bancada petista na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e Agostinho Valente, ex-deputado petista que agora está filiado ao PDT. Nas conversas Monteiro negocia a falsificação de assinaturas e pede ajuda para negócios com bancos públicos.

Publicidade

Citado na chamada "Lista de Furnas" como suposto beneficiário de caixa dois, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) pretende que seu partido apresente uma representação contra Correia na Assembleia mineira e vai acionar judicialmente os envolvidos. "A matéria confirma o que já sabíamos. Essa lista era uma operação do PT com um falsificador. Uma quadrilha operando para tentar calar e criar constrangimentos para a oposição. Isso mostra a gravidade da questão".

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), lembrou que a falsidade do documento já tinha sido descoberta pela CPI dos Correios, que investigou o mensalão do PT. "Era uma falsificação grosseira. Agora há comprovação através de gravação. Naquela época não tínhamos os nomes. Como essas gravações foram feitas com autorização judicial o que se espera é providência judiciária, responsabilização e julgamento".

Além de procurar acionar os responsáveis pela fabricação da lista, o deputado Rodrigo Maia quer ainda acionar na Justiça o perito Ricardo Molina. Na época, Molina emitiu um laudo em que dizia não ser possível afirmar se a lista era ou não falsa. "Ele não teve coragem de fazer a desqualificação da lista, então é preciso questionar porque ele agiu dessa forma".