Os partidos que trabalham para formar uma aliança de oposição no Paraná estão fechando o cerco em torno do senador Osmar Dias (PDT) para uma definição rápida sobre sua candidatura ao governo do estado. A pressão aumenta à medida que se aproxima a data estipulada pelo PSDB e PFL como limite para uma resposta oficial do senador. O prazo termina no dia 20 de abril.

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A cobrança vem do próprio partido do senador. O PDT de Curitiba promove hoje, às 19 horas, uma reunião com filiados e militantes para lançar a campanha "Quero Osmar governador".

O presidente do PDT municipal, vereador Jorge Bernardi, diz que a campanha será suprapartidária, com lideranças políticas, sindicais e empresariais. "Nossa sigla, neste ano, vai mostrar que tem potencial para vencer as eleições e conquistar o governo", diz Bernardi.

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O PSDB do Paraná também está em compasso de espera, contando os dias para saber se Osmar vai concorrer ao governo, caso contrário, vai optar por um "plano B", que seria lançar o deputado federal Gustavo Fruet candidato a governador. "Apoiamos o senador em qualquer circunstância, mas não vamos esperar até 2 de outubro", disse o presidente estadual do partido, Valdir Rossoni.

Se a resposta do senador for positiva e ainda neste mês, o PSDB vai começar a campanha. A idéia é formar uma chapa com Osmar Dias para o governo e Gustavo Fruet como candidato a vice-governador. Segundo Rossoni, o partido fez uma pesquisa em Curitiba e região metropolitana e constatou que "Fruet arrebenta com a candidatura do governador Roberto Requião", tanto para o governo como na vice porque tem base eleitoral forte na capital e municípios próximos.

A expectativa em torno da candidatura de Osmar Dias acabou tomando conta de boa parte da sessão de ontem da Assembléia Legislativa. O líder do PDT, Luiz Carlos Martins, afirmou que todos querem apressar a definição sobre a candidatura, mas a palavra final só pode partir do próprio senador.

O vice-presidente do PFL do Paraná, Durval Amaral, defendeu que o senador deve trabalhar pela candidatura ao governo em qualquer circunstância, mesmo que a verticalização inviabilize uma frente de oposição no Paraná. "Ele que vá para as ruas, faça a sua campanha. Esta será uma eleição em dois turnos e no segundo, a frente inevitavelmente estará formada", sugeriu o deputado.

Para os pedetistas, a situação não é tão simples. "Nunca vi um chamamento tão grande para o Osmar ser candidato", disse o vice-presidente estadual do PDT, Augustinho Zucchi. "Mas a candidatura depende de vários fatores", emendou. O principal é o sinal verde da Executiva Nacional no sentido de não lançar candidato próprio a presidente da República. A disposição da cúpula em disputar a sucessão pode inviabilizar a aliança de oposição no Paraná e dificultar os planos do senador. Como a regra da verticalização foi mantida, os estados têm de repetir as alianças nacionais e o PDT não poderá se coligar com outros partidos na campanha. Além de perder a estrutura dos aliados, o PDT ficaria com apenas 47 segundos de tempo de televisão na propaganda eleitoral.

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