O líder do PDT na Câmara dos Deputados, Paulo Pereira da Silva, disse ontem que é prioridade do partido a indicação do senador Osmar Dias para o Ministério da Agricultura no governo Dilma Rousseff. Segundo ele, a legenda trabalha para assumir pelo menos mais uma pasta no primeiro escalão (já comanda o Ministério do Trabalho), embora a bancada pedetista no Congresso Nacional tenha diminuído nas eleições de outubro.
"O Osmar é um nome interessante porque é um especialista na área. Além disso, tinha a reeleição para o Senado garantida, mas foi para o sacrifício e concorreu a governador para ajudar a Dilma no Paraná", afirmou o parlamentar. O PDT, complementou o deputado, já teria manifestado formalmente o interesse por outros dois ministérios Turismo e Pesca.
"Desistimos do Turismo porque outros 12 partidos também querem. Agora fica a critério da equipe da Dilma." Se permanecer no Ministério do Trabalho, a tendência é que a legenda mantenha a indicação de Carlos Lupi, que é presidente licenciado do partido.
Contra o senador paranaense, pesa o fato de ter perdido a eleição para governador. Aconselhada pelo presidente Lula, Dilma deve evitar a nomeação de aliados derrotados nas urnas. "A tendência é que, entre todos os que perderam, apenas três sejam nomeados", disse o deputado paranaense e secretário nacional de comunicação do PT, André Vargas.
Articulação
Outro critério para a escolha será a capacidade de articulação no Congresso Nacional, o que contaria a favor de Osmar. Desde 2008, ele é líder do partido no Senado. Oficialmente, o senador não tem se manifestado sobre a possibilidade de ser ministro e repete que, após o mandato que acaba em janeiro, voltará a ser agricultor.
Além de Osmar, dois paranaenses do PMDB são cotados para o Ministério da Agricultura. O atual governador, Orlando Pessuti, corre por fora. Já o deputado federal Reinhold Stephanes aparece com mais chances.
Stephanes já comandou a pasta entre 2007 a março de 2010 e admite que quer voltar. Além da experiência, ele tem a favor o bom relacionamento com a bancada ruralista, que reúne cerca de 200 congressistas. O ex-ministro, no entanto, não tem a simpatia da cúpula do PMDB, que trabalha para manter Wágner Rossi no cargo.
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