A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira 29 dos 31 envolvidos num golpe contra o INSS no Rio Grande do Sul. De acordo com a PF, o montante desviado pela quadrilha pode ultrapassar R$ 7 milhões. Segundo a investigação, a organização conseguia a liberação de pagamento de auxílios-doença usando atestados psiquiátricos falsos.
Os envolvidos na fraude vão ser indiciados por formação de quadrilha e estelionato.
- Agora nós vamos partir para buscar esses beneficiários e todos que tiveram esses benefícios fraudulentos terão que devolver aos cofres públicos - disse José Francisco Mallmann, superintendente da PF.
Os 31 mandados de prisão começaram a ser cumpridos na madrugada desta terça-feira em Porto Alegre e na região metropolitana. Entre os presos, estão médicos suspeitos de cobrar por atestados falsos. Um deles já havia sido preso pelo mesmo motivo em 2004.
A investigação também descobriu um escritório de despachante que utilizava nomes e registros de médicos sem que eles soubessem e emitia atestados falsos. Os funcionários, além de obter os documentos, também instruíam os clientes sobre como se comportar durante a perícia para enganar os servidores do INSS.
Segundo a polícia, uma parte da quadrilha atuava dentro do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre.
- Os sindicatos tinham a conivência de dois médicos, que davam atestados ideologicamente falsos e com isso eles obtinham junto ao INSS os benefícios fraudulentos - disse o superintendente da PF.