• Carregando...

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (9), a operação Esopo, contra desvios de verbas no Ministério do Trabalho. Foram expedidos 101 mandados judiciais, incluindo 44 de busca e apreensão, 20 de sequestro de valores e bens, 25 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva.

As investigações apontaram que uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), chamada Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), com sede em Belo Horizonte, realizava convênios de fachada com o ministério no Distrito Federal e em dez Estados.

Segundo a PF, firmados os contratos, os serviços eram prestados com valores superfaturados ou nem sequer eram realizados. Nos últimos cinco anos, a organização recebeu do ministério mais de R$ 400 milhões.

A Justiça autorizou busca a apreensão de documentos no Ministério do Trabalho, em Brasília, no Instituto de Desenvolvimento do Norte de Minas Gerais, ligado ao governo estadual, e na sede da Fiemg, a federação da indústria mineira. Os mandados também se estendem às prefeituras de Januária, Araçuaí, São Francisco, São João da Ponte, Coração de Jesus, Taiobeiras e Três Corações.

As ações ocorrem simultaneamente nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, além do Distrito Federal.

Na semana passada, oito pessoas foram presas na "Operação Pronto Emprego", que investiga desvio de R$ 18 milhões em convênio do MTE. O Ministério do Trabalho emitiu nota informando que "determinou a suspensão de repasses de recursos financeiros à entidade investigada e a abertura de auditoria nos convênios", entre outras medidas.

Secretário do Ministério do Trabalho depõe à PF

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Paulo Roberto dos Santos Pinto, foi conduzido nesta segunda-feira, 9, de forma coercitiva pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre o caso

Segundo a assessoria do ministério, o secretário-executivo já foi liberado e trabalha normalmente. Paulo Roberto dos Santos Pinto é o segundo na hierarquia do ministério, ficando atrás apenas do ministro.

O delegado da Polícia Federal, Eduardo Izel, responsável pela ação, não forneceu detalhes sobre as investigações. O Ministério do Trabalho diz que aguarda o pronunciamento da PF para se manifestar. Há informação de que outros dois servidores da Pasta também estão sendo investigados.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]