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Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos para o Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) revela que, em média, oito paulistanos morrem por dia de doenças relacionadas aos efeitos da poluição. O levantamento, concluído no primeiro semestre deste ano, aponta ainda que uma pessoa que muda hoje do interior para a capital perde mais de um ano e meio de vida apenas devido ao contato com a poluição emitida pelos veículos.

Os dados foram divulgados na quarta-feira pelo secretário municipal de Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, durante apresentação do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Município, uma outra pesquisa sobre as conseqüências da poluição na Capital realizada em 2003.

O trabalho da USP, de responsabilidade do professor titular de Medicina da universidade Paulo Saldiva, mostra ainda que mais de 70% da poluição da capital é proveniente de gases e fumaça de veículos.

Segundo Saldiva, as atitudes dos cidadãos são fundamentais para mudar esse quadro ou não permitir seu agravamento.

- As pessoas têm de se mobilizar e exigir um transporte coletivo de qualidade, que polua menos. Exigir ciclovias e abrir mão do uso individual do carro. Isso só será possível quando houver transporte coletivo de qualidade, o que não ocorre sem pressão popular - afirmou. Ele ressalta também que os efeitos da poluição podem ser facilmente percebidos.

- É visível a diferença física de um pulmão de quem vive no Interior e de quem vive na Capital. Até os não-fumantes da Capital têm a presença de manchas pretas no pulmão - disse.

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